25. Escondidos que podem ser livres

6 de janeiro de 2010 0 Por Pr. João de Souza

João 20.29,26

Existe outro lado da ordenança de Jesus aos discípulos de que não deveriam sair de Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder: A ênfase era “poder”. Era possível que não saíssem de Jerusalém, mas que permanecessem ali, porque estavam com medo e “a portas fechadas”. É possível permanecer “trancados” a portas fechadas, com medo. Poderiam dizer a si mesmos: “Não estamos fugindo, estamos ainda em Jerusalém”, e mesmo assim, sem liberdade e sem a coragem de confrontar Jerusalém. Poderiam ficar ali, sem a capacitação do poder. A questão não era ficar em Jerusalém; mas ficar ali sem o recebimento do poder. Sem o poder de mostrar a Jerusalém o poder redentor de Jesus Cristo. No momento, estavam reunidos, trancados, com medo. É possível ficar assim, dizendo que não está fugindo de nada, mas o tempo todo, trancado a portas fechadas com medo. A pessoa fica escondida atrás de barricadas; na defensiva, sem enfrentar a situação. É possível se esconder atrás de portas fechadas, defendendo-se dos problemas que precisam ser confrontados. Você não deixa o problema do lado de fora; você o traz para dentro – você é o problema – você está com medo.

Estamos tratando de “esconderijos” – de pessoas que não conseguem sair de casa, nem mesmo sair da cama. Com pena deles, convidamos pessoas que lhes façam uma visita. Isto é bom. Mas, o pior dos esconderijos, não é o esconderijo físico que prende a pessoa em casa; mas o esconderijo ambulante. Estão fisicamente fora, mas não interiormente. O corpo está fora, mas o interior permanece escondido. São pessoas que têm liberdade de andar, mas não têm a liberdade de caminhar, de usufruir da alegria e da comunhão. Suas almas estão presas. Nunca se sentem descansadas, porque precisam se manter atentas atrás de portas fechadas. Toda sua energia é despendida na tentativa de se manterem afastadas do inimigo real. Pouca ou nenhuma energia tais pessoas possuem para sair e se libertar. Estão ocupadas, dizendo: “que vida chata” esperando que alguém compreenda sua dor.

No entanto, os discípulos sabiam que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos. Por que permanecer trancados? Intelectualmente sabiam que Jesus estava vivo, mas estavam emocionalmente presos pelo medo. Somente o poder do Espírito Santo poderia libertá-los de tal situação.

Oração: Pai, não quero me esconder atrás de coisa alguma; quero viver livre, me movimentando por toda parte. Livre para conquistar e obter o que tens para mim. Amém.

Afirmativa: Não quero ficar escondido de mim mesmo; faço parte dos que andam pela estrada, livres, em aventuras com Deus.