23. A causa da neurose: Fugindo das responsabilidades

Dn 6.10; At 4.31

Vimos anteriormente que o primeiro controle dos discípulos foi a partir da descida do Espírito Santo, o mestre supremo que resolveu o primeiro problema deles: Jerusalém. Eles não estavam olhando pra alegria que havia dentro de si mesmos, sem encarar Jerusalém; não estavam de cabeça baixa, símbolo de suas almas amarguradas; com medo de Jerusalém. Eles não estavam olhando acima de Jerusalém para a Nova Jerusalém, fugindo à responsabilidade de ter que encarar Jerusalém aqui e agora; ao contrário, olhavam para a Jerusalém cara a cara, sem medo, sabendo que possuíam algo que Jerusalém não tinha e que precisava urgentemente. Ofereceram o que tinham, e Jerusalém acatou, aos milhares.

Dominando Jerusalém, psicologicamente foi muito bom pra eles. Existem duas grandes linhas de psicologia – uma delas de Freud que descobriu a razão das neuroses na infância e a outra é de Jung que disse: “Não busco no passado as causas da neurose, mas no presente. Pergunto: Qual é a responsabilidade que o paciente não assume?”. Em outras palavras, de que a pessoa está fugindo e não quer assumir? Por que se esconde nos subterfúgios do irrealismo?

Neste exato momento o movimento cristão poderia ter se recolhido para a Galiléia, onde as pessoas eram mais favoráveis. Os discípulos poderiam se recolher ao misticismo interior, poderiam até haver se recolhido para o templo louvando a Deus, pela grandeza da ressurreição de Jesus. Acabariam por terminar numa neurose espiritual e não numa agitação espiritual. Ficariam andando em círculos em vez de caminhar diretamente ao ponto.

Visitando um hospital psiquiátrico um homem observou alguns trabalhadores carregando material para uma nova construção. Entre eles estava um paciente empurrando um carrinho de mão, que estava virado. Quando o visitante lhe perguntou por que o carrinho estava virado, ele respondeu: “Você acha que sou louco? Se eu tiver o carrinho do jeito certo eles vão encher de material”. Caso os discípulos não enfrentassem o problema de Jerusalém, ficariam andando em círculos, sem alegria, sem levar adiante a tarefa de pregar o evangelho na cidade. Seriam vistos, como certos movimentos religiosos nos dias de hoje, que não passam de hospitais para doentes mentais, em vez de verdadeiros hospitais onde existe cura.

Oração: Pai, livra-me da indecisão de assumir responsabilidades e trabalho. Ajuda-me a caminhar em direção ao teu Nome. Amém.

Afirmação: Meu carrinho de mão estará disponível para Deus, para que nele Deus coloque as coisas que são de minha responsabilidade carregar.

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Pastor, escritor, historiador e pesquisador bíblico

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