NÃO LIMITE O ESPÍRITO SANTO

NÃO LIMITE O ESPÍRITO SANTO

3 de julho de 2020 0 Por Pr. João de Souza

“E o Espírito do SENHOR passou a incitá-lo em Maané-Dã, entre Zorá e Estaol” (Jz 13.25).

É a história de Sansão. Outra versão fala que o “Espírito do Senhor começou a agir em Sansão”.

Não se pode pôr limites à ação do Espírito do Senhor! Ele faz o que quer e com quem quer, e, como disse Jesus ao compará-lo a ação do vento, ele sopra onde quer e não se sabe de onde vem nem para onde vai! Pronto! Não adianta querer colocá-lo dentro de quatro paredes, criar uma doutrina certinha sobre ele e querer usá-lo na hora que se quiser. O Espírito do Senhor não se deixa prender, ao contrário, ele é que nos prende, nos empurra, aguça, incita, e faz o que bem quiser.

Era o Espírito do Senhor quem estava “empurrando” Sansão a agir e causar problemas entre os filisteus. Não culpe o Espírito do Senhor pelos erros de Sansão, porque o Espírito do Senhor o usou para que na hora da morte matasse mais de três mil seguidores de Baal que zombavam do Deus de Israel.

Era o Espírito do Senhor que veio sobre Jefté (Jz 11.29-31), que de tão empolgado e emocionado fez um voto ridículo, prometendo a Deus oferecer em holocausto quem o recebesse em casa em sua vitória sobre os amonitas. O homem em sua fraqueza e empolgação promete coisas sem entender direito o que está acontecendo.

E assim por toda a Bíblia vê-se o Espírito do Senhor agindo, basta ler as Escrituras com um olhar espiritual e perceptivo para entender. Poderia falar de Ezequiel, de Esdras, de Neemias, de Jeremias, Isaías, dos demais profetas, de Zacarias, de João Batista, de Jesus e dos apóstolos, mas o leitor que me lê é sábio e entende bem o que digo.

Quando Samuel disse a Saul, “quando estes sinais se cumprirem, faça o que a ocasião exigir, porque Deus está com você” (1 Sm 10.7), sinalizava ao futuro rei de Israel que uma parte era feita pelo Espírito do Senhor (a transformação do coração de Saul) e outra parte dependia da disposição e obediência de Saul em ouvir a Deus.

Ao olhar para o passado de cinquenta e três anos de ministério reconheço que as coisas boas que me aconteceram deveu-se a ação do Espírito do Senhor, e as coisas ruins que fiz foram frutos de meus erros, por não entender direito o que o Espírito estava dizendo!

Depender do Espírito do Senhor é tudo o que ainda quero nos dias que me restam na terra!