Suicídio de pastores

Hoje, 13 de outubro de 2020 recebi a notícia da morte de dois pastores. Um da AD de Indaiatuba, SP que estava de licença ministerial para se tratar e outro que a reportagem não diz a cidade nem a denominação. Tinha apenas 41 anos e era advogado.
Ambos tiraram suas vidas!
É o desespero!
Fico triste com isso. Porque, de maneira geral, os pastores não são compreendidos pela liderança que está acima deles, e tampouco pelos membros da igreja. Têm medo de se confessar e contar seus fracassos, porque podem ser denunciados por seu líder e estes costumam ostentar uma moldura de força, e não suportam “fracos” ao seu lado no ministério.
Escrevi, no passado sobre isso em meu livro A Solidão do Pastor e nele faço uma série de considerações das razões que levam um pastor a esse ato de desespero.
Pastores também adoecem mentalmente.
Recordo-me que em novembro de 1972 quando organizei as cruzadas de David Wilkerson, ele sofreu um colapso nervoso em Porto Alegre, no Hotel Everest, e foi levado às pressas para os Estados Unidos onde ficou um mês incomunicável numa clínica até se recuperar. Estava esgotado!
Cuide de seu pastor. Ele é gente como a gente!
Dê férias a seu pastor. Pague pra ele alguns dias num resort ou hotel para descansar com a família, mas, certas igrejas sugam os pastores até a última gota de sangue! Haverão de responder diante do tribunal de Cristo!
Pastor, férias não é para sair pregando em igrejas nem se hospedando em casa de irmãos. Descanse!
Ame seu pastor com amor factual, real, monetário, espiritual.
Pastores! Cuidem-se! Vocês vão e a igreja fica. Suas famílias ficarão sofrendo. Seus filhos ficarão chorando a perda do pai.
O burnout ou esgotamento total é real! Bornout significa “queima total”, como uma vela que se consome até apagar de um todo.
Estou a 57 anos no ministério e sei o que é ser mal entendido!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*