Category Archives: Análise da Igreja Moderna

ATENTOS AOS SINAIS DOS TEMPOS

No final do ano de 1999 a Editora Vida publicou meu livro, Final dos Tempos? Em que o então diretor pastor Eudes Silva me pedia para fazer uma abordagem com o fim de desmistificar a euforia que havia na sociedade de que ao passar para o ano 2000 o mundo ficaria diferente. Pesquisei autores que escreveram sobre o que aconteceu no final dos anos 1000, como Georges Duby, vasculhei a Enciclopédia Britânica, porque o Google como fonte de pesquisa ainda não existia e li tudo, mas tudo mesmo, sobre Nostradamus e suas profecias.

A Nova Moda das Igrejas: Ambientes Escuros e Negros!

Ultimamente as igrejas que me convidam para pregar pintaram o palco – que se chamava púlpito alguns anos atrás – de preto, com o argumento de que melhora as gravações de vídeos e as transmissões dos cultos ao vivo pela Internet. O fundo preto esconde aquelas caixas de sons e os fios e as pessoas que trabalham por trás dos músicos e pregadores. Até aí, tudo bem. Foi-se o tempo em que se pintavam quadros de paisagens com montes, rios, cachoeiras e lagos ao fundo, pelo menos nessas igrejas que se dizem contemporâneas.  Mas, a gente sente saudades dos púlpitos claros, não é mesmo?

PASTORES NA POLÍTICA

Vendo tanto pastores se candidatando a cargos políticos fiquei a imaginar com os meus botões: – O que leva um pastor a entrar na política? Seria por querer ascensão social ou por desespero financeiro?  Será que alguns deles têm complexo messiânico, isto é, que foram chamados para, através da política, mudar a sociedade? O que leva um pastor a largar o cajado, deixar as ovelhas no campo e entrar na política?

Carta Aberta a Ariovaldo Ramos

Ao assistir pela TV a transmissão ao vivo da declaração da Frente de Evangélicos Pelo Estado de Direito, representado por seu principal porta-voz Ariovaldo Ramos no palanque junto ao Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo, chamou-me atenção o discurso do pastor incitando as pessoas à desobediência civil,[1] e agitou-me zelo pelas Escrituras ao vir uma parte do segmento da fé cristã aliar-se ao pensamento marxista; sim, a mesma linha-dura do comunismo que matou setenta milhões de pessoas para poder se instalar na União Soviética, parecia ser representada naquele palanque pelo Ariovaldo. Confesso que estremeci. Depois, entrei no site e vi novamente o Ariovaldo em Curitiba protestando contra a prisão do ex-presidente Lula. 

Uma igreja governada por crianças e mulheres

A igreja brasileira está em crise. Excetuando-se aqui e ali um grupo denominacional ou outro a igreja se parece com a narrativa de Isaías 3: “Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa de seu governo. Oh! Povo meu! Os que te guiam te enganam e destroem o caminho por onde deves seguir” (Is 3.12).

O neopentecostalismo e a farsa evangélica

A água ungida (adquirida na torneira), o santo óleo de Israel – comprado no mercado da esquina – a vassoura ungida, a caneta da prosperidade e o sabão ungido são algumas das muitas mentiras dos neopentecostais!

Este artigo é longo, mas precisa ser lido como forma de reflexão da vida da igreja. A dinâmica da vida e a influência das redes sociais tiraram das pessoas a capacidade de refletir e de ler textos longos. O Twitter nos impôs frases com 140 caracteres. O Facebook lhe permite ler umas poucas frases e até as pregações dos pastores se resumem hoje a mero vinte minutos de exposição bíblica – quando as há.

O sono que precede a morte

Existem hoje quatro tipos de pessoas na igreja: 1. Os membros ativos, aqueles que participam efusivamente da vida da igreja; 2. Os membros passivos: Aqueles que apenas freqüentam cultos e cumprem suas funções religiosas; 3. Os desigrejados: Aqueles que decidem fazer da casa sua igreja e; 4. Os mornos: São pessoas que nunca saíram da igreja, mas não fazem mais parte dela. É sobre este quarto tipo de pessoa que quero abordar neste artigo.

Por que não mais choramos por um avivamento?

“Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão” (Sl 126.5).

O verdadeiro homem de Deus é aquele que sente dores em seu coração, que se incomoda ao ver o mundanismo, a corrupção e a tolerância ao pecado da igreja, bem como a falta de oração do povo de Deus. O homem de Deus se incomoda ao ver que a oração corporativa da igreja não mais arrebenta as portas do inferno. Incomoda-se ao ver que os mais antigos membros da igreja não mais choram desesperadamente nem intercedem a favor de uma sociedade que se perde no lamaçal do pecado. “Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo?” (Mt 17.19).

Pluralidade da Fé – Parte III

Paulo apresentou em suas epístolas a possibilidade de se viver uma vida cristã com práticas alternativas, mas não se pode confundir seus ensinamentos com pluralidade da fé, como falei nos dois artigos anteriores. Pluralidade da fé é quando os ensinamentos básicos da fé cristã sofrem transformações decorrentes da filosofia e dos ensinamentos de homens. Tratei disto com muita seriedade no artigo anterior. Escrevendo aos gálatas, o apóstolo é bastante claro:

Pluralidade da Fé – Parte II

A teologia da igreja está contaminada pela filosofia; seja esta humanista ou positivista. Vê-se com maior intensidade como o humanismo e o positivismo infiltraram-se na doutrina da igreja como se fossem elementos importantes da fé. Tanto o humanismo quanto o positivismo firmam-se na premissa de que o homem pode conseguir realizar o que quiser sem precisar apelar para Deus ou para a fé. A diferença entre o humanismo é que um humanista pode crer em Deus e em Jesus Cristo, mas pode viver independente deles. Já o positivismo vem firmado no ateísmo. E pode se perceber que também, na teologia infiltraram-se elementos ateus, camuflados de fé.