{"id":873,"date":"2009-08-06T22:59:09","date_gmt":"2009-08-07T00:59:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pastorjoao.com.br\/123\/?p=873"},"modified":"2010-12-06T23:02:14","modified_gmt":"2010-12-07T01:02:14","slug":"oleo-da-oliveira-e-nardo-precioso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pastorjoaodesouza.com.br\/123\/?p=873","title":{"rendered":"\u00d3leo da Oliveira e Nardo Precioso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diccionay of Christ and the Apostles editado por James Hastings, D.D. Volume II, p 264 \u2013 edi\u00e7\u00e3o de 1908<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Entende-se que o \u00f3leo \u00e9 um dos mais antigos produtos da Palestina, pois em \u00e9pocas anterior ao assentamento dos hebreus Cana\u00e3 era uma terra de oliveiras. \u201c&#8230; terra de trigo e cevada, de vides, figueiras e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel&#8230;\u201d (Dt 8.8). N\u00e3o se pode subestimar a import\u00e2ncia deste produto. Dele vinha a luz (Mt 25.3) e alimento (1 Rs 17.12) para a casa. Era importante na obten\u00e7\u00e3o da cura como valor medicinal (Is 1.6; Lc 10.34). Era usado tamb\u00e9m nos rituais dos hebreus (Ex 29.40; Lv 2.1), e era um importante produto comercial (2 Rs 4.7; Lc 16.6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obtinha-se o \u00f3leo amassando-se a azeitona. O m\u00e9todo mais antigo de se obter o azeite era pisando-se nas azeitonas, conforme alus\u00e3o em Miqu\u00e9ias 6.15. \u201cpisar\u00e1s a azeitona, por\u00e9m n\u00e3o te ungir\u00e1s com azeite\u201d. E possivelmente tamb\u00e9m em Dt 33.24. \u201cDe Aser disse: Bendito seja Aser entre os filhos de Jac\u00f3, agrade a seus irm\u00e3os e banhe em azeite o p\u00e9\u201d. Tal processo \u00e9 desconhecido nos dias de hoje. Van-Leneep, afirma, contudo que a polpa da azeitona \u00e9 ainda amassada pelos p\u00e9s das jovens (Bible Lands, p 130). N\u00e3o sabemos quando este processo deixou de ser usado. O AT n\u00e3o tem refer\u00eancias que possam esclarecer (Ex J\u00f3 24.11; 29.6), s\u00e3o vagas e em nenhuma delas se menciona o amassar da azeitona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEntre os muros desses perversos espremem o azeite, pisam-lhes o lagar; contudo, padecem sede\u201d (J\u00f3 24.11) e \u201cquando eu lavava os p\u00e9s em leite, e da rocha me corriam ribeiros de azeite\u201d (J\u00f3 29.6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, atrav\u00e9s do Mishn\u00e1 sabemos que o processo era amassar as azeitonas no moinho de pedra, e esmagar no lagar do \u00f3leo e depois no moinho do \u00f3leo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A qualidade do \u00f3leo dependia da \u00e9poca da colheita, e parte tamb\u00e9m na forma de se apurar o azeite. O melhor azeite era obtido antes da azeitona fica preta, colocando-a no moinho de pedra. Assim era obtido o \u201c\u00f3leo batido\u201d (Ex 27.20; 29.40; Lv 24.2; Nm 28.5). Essa primeir\u00edssima qualidade se obtinha colocando-se a polpa em cestas de vime ou de bambu, por onde o precioso l\u00edquido escorria para os recept\u00e1culos colocados embaixo. Um segundo e um terceiro \u00f3leos eram obtidos amassando-se a polpa no moinho e depois no moinho do \u00f3leo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No NT poucas s\u00e3o as cita\u00e7\u00f5es sobre azeite ou \u00f3leo, e as ocorr\u00eancias nos evangelhos se referem a:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) Como fonte de luz (Mt 25.3,4,8). As l\u00e2mpadas usadas eram coisas comuns, candeias pequenas. Quando tinham que ficar acesas por muito tempo, era necess\u00e1rio reabastec\u00ea-las com azeite periodicamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) Como produto medicinal (Lc 10.34; Mc 6.13 cf Tg 5.14). As qualidades medicinais do \u00f3leo eram valorizadas pelos judeus, e era usado por eles e pelas na\u00e7\u00f5es antigas. Era usado nas feridas (Is 1.6), para aliviar as dores e acelerar a cicatriza\u00e7\u00e3o. Uma utilidade semelhante \u00e9 mencionada na par\u00e1bola do bom samaritano (Lc 10.34). Neste caso, tanto o vinho quanto o \u00f3leo eram usados, o vinho era um antic\u00e9ptico poderoso (conforme Pl\u00ednio e o Talmude). Banhos de \u00f3leos eram usados, como foi o caso de Herodes o Grande (Fl\u00e1vio Josefo, menciona isto). A un\u00e7\u00e3o dos enfermos com \u00f3leo (Mc 6.12 e Tg 5.14) era fruto da cren\u00e7a de seu poder curador, mas pode ter sido usado como um simbolismo, como quando era usado para ungir os leprosos (Lv 14. 15 e ss). Pode ter sido usado como aux\u00edlio \u00e0 f\u00e9 da pessoa que queria ser curada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) Usado para ungir (Mt 6.17;Lc 7.46). O costume de se ungir a cabe\u00e7a e o corpo com azeite era pr\u00f3prio dos pa\u00edses antigos, especialmente dos eg\u00edpcios. Entre os judeus a un\u00e7\u00e3o com \u00f3leo parece que fazia parte das ablu\u00e7\u00f5es di\u00e1rias (Mt 6.17; c\/ Rute 3.2; 2 Sm 12.20) menos em caso de luto (2 Sm 14.2; Dn 10.3). Era comum usar do \u00f3leo como forma de se honrar os h\u00f3spedes (Lc 7.46; com Salmo 23.5). Ungiam-se os p\u00e9s (Lc 7.38,46; Jo\u00e3o 11.2). Os mortos eram ungidos como sinal de respeito (Mc 16.1; Lc 23.56; 24.1, com Jo 12.3-7) e aromas especiais eram colocados no \u00f3leo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4) Usado para comercializar (Mt 25.9; Lc 16.6). No uso di\u00e1rio e para poder viver o \u00f3leo tinha um papel preponderante no com\u00e9rcio da Palestina (2 Rs 4.7) e era um produto largamente exportado. Encontramos men\u00e7\u00f5es sobre o com\u00e9rcio de \u00f3leo por Tiro (Ez 27.17) que provavelmente o revendia aos eg\u00edpcios (Os 12.1). Salom\u00e3o remeteu grande quantidade para o rei de Tiro como forma de pagamento do material trazido para a constru\u00e7\u00e3o do templo (1 Rs 5.11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Hugh Duncan).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ung\u00fcento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nardo era um \u00f3leo arom\u00e1tico extra\u00eddo de uma planta que crescia na Ar\u00e1bia \u2013 nardus \u2013 de alto valor comercial em Roma. Lucas o menciona em rela\u00e7\u00e3o a un\u00e7\u00e3o de Cristo por uma mulher na casa de Sim\u00e3o, o fariseu (Lc 7.38,46) e novamente (Lc 23.56) como um dos \u00f3leos preparados pelas mulheres que foram ao sepulcro ao terceiro dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mateus relata que Jesus foi ungido em Bet\u00e2nia com um \u201cb\u00e1lsamo precioso\u201d (Mt 26.7), e Marcos fala em \u201cprecios\u00edssimo perfume de nardo puro\u201d (Mc 14.3). Jo\u00e3o fala em \u201cuma libra de b\u00e1lsamo de nardo puro, mui precioso\u201d (Jo 12.3 c\/ refer\u00eancia a Mc 14.3). Por serem palavras encontradas apenas nesses textos n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mostrar as diferen\u00e7as. Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles mencionam o nardo em suas obras. Apesar das diferentes interpreta\u00e7\u00f5es do que seria uma libra de nardo puro, a palavra foi traduzida na vulgata como spicati. Algumas tradu\u00e7\u00f5es falam em \u201cnardo l\u00edquido\u201d. Mas, o mais natural seria \u201cnardo pistache\u201d um tipo de \u00f3leo preparado a partir da baga do pistache ung\u00fcento comum na S\u00edria nos dias de hoje.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Diccionay of Christ and the Apostles editado por James Hastings, D.D. 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