{"id":766,"date":"2010-10-06T18:26:21","date_gmt":"2010-10-06T20:26:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pastorjoao.com.br\/123\/?p=766"},"modified":"2012-05-17T12:24:05","modified_gmt":"2012-05-17T14:24:05","slug":"a-afinacao-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pastorjoaodesouza.com.br\/123\/?p=766","title":{"rendered":"A afina\u00e7\u00e3o do mundo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"text-align: justify;\">SINOPSE:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos imersos em um mundo de sons embora n\u00e3o tenhamos consci\u00eancia disso durante a maior parte do tempo. O grande marco da transforma\u00e7\u00e3o das cidades em um universo de sons desagrad\u00e1veis \u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, com a chegada das m\u00e1quinas e o desenvolvimento da ind\u00fastria automobil\u00edstica. Compositor e estudioso de teorias sobre o som, o canadense, R. Murray Schafer prop\u00f5e um sistema de estudo dos sons<!--more-->, apresenta um gloss\u00e1rio de termos relativos \u00e0 paisagem sonora e inclui uma pesquisa internacional de prefer\u00eancias sonoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ORELHAS:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para recuperar os sons perdidos no passado. R. Murray Schafer serve-se de fontes liter\u00e1rias, documentais e cient\u00edficas. Iniciando com a paisagem sonora primordial dos vulc\u00f5es, da \u00e1gua e do clima, vemos (e, com nossos ouvidos mentais, ouvimos) nossa vizinhan\u00e7a s\u00f4nica crescer em complexidade. Ouvimos um ex\u00e9rcito de novos sons, \u00e0 medida que a civiliza\u00e7\u00e3o se desenvolve: o guinchar da roda, o barulho do martelo do ferreiro (at\u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, provavelmente, o som mais forte que uma \u00fanica m\u00e3o humana j\u00e1 produzira), o distante resfolegar dos trens a vapor. E ali onde, na floresta fronteiri\u00e7a, a audi\u00e7\u00e3o era nossa mais importante faculdade (&#8220;Quando o homem tinha medo &#8230; todo o seu corpo transformava-se em um ouvido&#8221;), agora a cacofonia assume o poder. &#8220;Hoje o mundo sofre de uma superpopula\u00e7\u00e3o de sons: h\u00e1 tanta informa\u00e7\u00e3o ac\u00fastica que bem pouca coisa dela pode emergir com clareza.&#8221; Nossa tarefa, sustenta Schafer, \u00e9 ouvir, analisar e estabelecer distin\u00e7\u00f5es. Nesse aspecto ele ajuda bastante, fornecendo sistemas de nota\u00e7\u00e3o facilmente utiliz\u00e1veis, mostrando de que modo classificar os sons, entender sua morfologia e simbolismo, avaliar sua beleza e fealdade. H\u00e1 &#8220;exerc\u00edcios de limpeza de ouvidos&#8221; destinados a nos tornar mais sens\u00edveis \u00e0 paisagem sonora, sugest\u00f5es para &#8220;passeios sonoros&#8221;, uma discuss\u00e3o a respeito do projeto ac\u00fastico (em que se inclui um irrefut\u00e1vel ataque \u00e0 abomina\u00e7\u00e3o chamada &#8220;ru\u00eddo branco&#8221;) e at\u00e9 uma proposta plaus\u00edvel para um &#8220;jardim sonoro&#8221; &#8211; um espa\u00e7o agrad\u00e1vel, constru\u00eddo com sons naturais, incluindo o sil\u00eancio. Do princ\u00edpio ao fim, Schafer faz um apelo \u00e0 nossa imagina\u00e7\u00e3o cm fascinantes descobertas e fatos a respeito do som &#8211; da fant\u00e1stica ac\u00fastica do anfiteatro de Epidauro (onde um alfinete que cai pode ser distintamente ouvido de qualquer um dos 14 mil assentos) ao padr\u00e3o preciso do coaxar dos sapos, \u00e0 noite, nos arredores de Vancouver, e a uma pesquisa mundial da legisla\u00e7\u00e3o anti-ru\u00eddo (J\u00falio C\u00e9sar criou uma lei a esse respeito em 44 a.C.). Schafer combina a profunda sensibilidade ao som do compositor com a curiosidade cient\u00edfica sobre o som e a capacidade do humanista para sintonizar os nossos sentimentos com os dele. Vivo, culto e pungente, A afina\u00e7\u00e3o do mundo \u00e9, com efeito, uma alegria para o ouvido, um livro na fronteira de transformar o modo pelo qual vivemos com o som.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quarta capa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A paisagem sonora &#8211; termo cunhado pelo pr\u00f3prio R. Murray Schafer &#8211; \u00e9 nosso ambiente sonoro, o sempre presente conjunto de sons, agrad\u00e1veis e desagrad\u00e1veis, fortes e fracos, ouvidos ou ignorados, com os quais vivemos. Do zumbido das abelhas ao ru\u00eddo da explos\u00e3o, esse vasto comp\u00eandio, sempre em muta\u00e7\u00e3o, de cantos de p\u00e1ssaros, britadeiras, m\u00fasica de c\u00e2mara, gritos, apitos de trem e barulho da chuva tem feito parte da exist\u00eancia humana. A afina\u00e7\u00e3o do mundo \u00e9 uma explora\u00e7\u00e3o pioneira da paisagem sonora &#8211; uma tentativa de descobrir como era ela no passado, de analisar e criticar o modo como \u00e9 hoje, de imaginar como ser\u00e1 no futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o autor<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">R. MURRAY SCHAFER \u00e9 compositor e autor canadense, conhecido do p\u00fablico brasileiro pelo seu livro O ouvido pensante (Editora UNESP). Tem se envolvido cada vez mais com o estudo do som e do ambiente s\u00f4nico. De 1970 a 1975, foi professor de Estudos da Comunica\u00e7\u00e3o na Universidade Simon Fraser na Col\u00fambia Brit\u00e2nica, onde idealizou muitos dos experimentos e projetos de pesquisa cujos resultados s\u00e3o apresentados neste livro. Vive atualmente em Indian River, Ont\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-767\" title=\"afinacao\" src=\"http:\/\/www.pastorjoao.com.br\/123\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/afinacao.jpg\" alt=\"\" width=\"235\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/www.pastorjoaodesouza.com.br\/123\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/afinacao.jpg 235w, https:\/\/www.pastorjoaodesouza.com.br\/123\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/afinacao-224x300.jpg 224w, https:\/\/www.pastorjoaodesouza.com.br\/123\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/afinacao-112x150.jpg 112w\" sizes=\"auto, (max-width: 235px) 100vw, 235px\" \/><\/p>\n<p>Autor: Schafer, R. Murray<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.editoraunesp.com.br\/titulo_view.asp?IDT=483\">Editora Unesp<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Opini\u00e3o do Pastor Jo\u00e3o A. de Souza Filho<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Afina\u00e7\u00e3o do Mundo, lan\u00e7ado pela UNESP Editora deveria ser um \u201cmust\u201d, isto \u00e9, uma obriga\u00e7\u00e3o de leitura de todo m\u00fasico e compositor. O autor R. Murray Schaffer pesquisou os sons do mundo tanto os sons da natureza quanto os sons mec\u00e2nicos e eletr\u00f4nicos, especialmente estes \u00faltimos que tanto perturbam a sociedade.<a href=\"http:\/\/www.pastorjoao.com.br\/123\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/recomendo.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-772 alignright\" title=\"recomendo\" src=\"http:\/\/www.pastorjoao.com.br\/123\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/recomendo.png\" alt=\"\" width=\"123\" height=\"119\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o in\u00edcio da era industrial, ainda l\u00e1 pelos idos de 1680 os \u00fanicos sons mec\u00e2nicos que se ouviam eram a bigorna do ferreiro, o barulho do machado cortando as \u00e1rvores, o martelo do sapateiro e outros pequenos sons. A natureza at\u00e9 esta \u00e9poca ainda podia ser ouvida, e os habitantes sabiam distinguir o c\u00e2ntico dos p\u00e1ssaros e os sons do universo. O som do vento que podia ser ouvido quando passavam por entre as \u00e1rvores, o ribombar dos trov\u00f5es atemorizavam as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, veio a era industrial e, a partir de 1850 o som dos navios a vapor, os apitos dos trens e das f\u00e1bricas encobriram os sons naturais. Hoje, agreguem-se a esses os sons eletr\u00f4nicos, buzinas, motores de carros, motos e \u00f4nibus, avi\u00f5es e trens est\u00e3o levando as pessoas a perderem a audi\u00e7\u00e3o. E, como falei num artigo no meu site, as m\u00fasicas que se ouvem hoje s\u00e3o frutos desse ru\u00eddo, sim, porque as m\u00fasicas de hoje s\u00e3o mais ru\u00eddos que sons.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o do barulho, e as leis do sil\u00eancio n\u00e3o s\u00e3o de hoje. Na cidade de Berna, na Su\u00ed\u00e7a em 1628 havia leis que proibiam as pessoas de cantar e gritar nas ruas ou nas casas em dias festivos. Em 1661 n\u00e3o se podia gritar, chorar ou fazer barulho aos domingos. E em 1784 havia lei proibindo o latido de cachorros. N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que a Europa anda s\u00e9culos \u00e0 nossa frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Afina\u00e7\u00e3o do Mundo \u00e9 um livro que cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, pesquisas e opini\u00f5es de v\u00e1rios autores na \u00e1rea da audi\u00e7\u00e3o. Veja voc\u00ea mesmo, lendo o livro, como voc\u00ea est\u00e1 ficando surdo! Antes, o mundo vivia e reagia pela audi\u00e7\u00e3o, pelo que ouvia, hoje o mundo reage pelo que v\u00ea, porque poucos s\u00e3o os que ouvem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E isso reflete, certamente, na vida espiritual dos crist\u00e3os, que, por n\u00e3o saberem mais ouvir, n\u00e3o sabem ouvir nem distinguir a voz de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na contra capa do livro est\u00e1 escrito: \u201cA afina\u00e7\u00e3o do mundo \u00e9 uma explora\u00e7\u00e3o pioneira da paisagem sonora \u2013 uma tentativa de descobrir como era ela no passado, de analisar e criticar o modo como \u00e9 hoje, de imaginar como ser\u00e1 o futuro\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SINOPSE: Vivemos imersos em um mundo de sons embora n\u00e3o tenhamos consci\u00eancia disso durante a maior parte do tempo. 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