{"id":2630,"date":"2014-03-12T17:30:14","date_gmt":"2014-03-12T19:30:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pastorjoao.com.br\/123\/?p=2630"},"modified":"2014-06-27T17:28:15","modified_gmt":"2014-06-27T19:28:15","slug":"a-igreja-e-a-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pastorjoaodesouza.com.br\/123\/?p=2630","title":{"rendered":"A Igreja e a Pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Nota: Este artigo foi escrito por Olavo Silveira Pereira vinte anos atr\u00e1s. Achei por bem post\u00e1-lo e deixar que o leitor pense e tire suas conclus\u00f5es. A opini\u00e3o de Olavo n\u00e3o representa, necessariamente tudo o que penso, mas o que ele diz deve ser repensado em nossos dias.<br \/>\nDefini\u00e7\u00e3o: A pol\u00edtica \u00e9 o ramo das ci\u00eancias sociais que estuda as diversas formas de organiza\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico, bem como sua din\u00e2mica, suas institui\u00e7\u00f5es e objetivos.<!--more--><br \/>\nComo an\u00e1lise sistem\u00e1tica da estrutura e funcionamento do governo, a pol\u00edtica apresenta estreita vincula\u00e7\u00e3o com outros campos da ci\u00eancia, especialmente com a filosofia, a hist\u00f3ria, a sociologia e a economia; mas, n\u00e3o tem nenhuma vincula\u00e7\u00e3o com a B\u00edblia, que condena essas ci\u00eancias como falsas (1 Tm 6.20-21). Segundo o contexto de Paulo entrar na pol\u00edtica \u00e9 desviar-se da f\u00e9.<br \/>\nA pol\u00edtica n\u00e3o \u00e9 origin\u00e1ria da B\u00edblia, mas da filosofia. N\u00e3o nasceu no cora\u00e7\u00e3o de Deus, mas do cora\u00e7\u00e3o dos homens. Ela visa teoricamente o bem-estar do povo, segundo m\u00e9todos de organiza\u00e7\u00e3o humana e n\u00e3o divina. O primeiro grande legislador grego foi Licurgo. Homem de extraordin\u00e1ria intelig\u00eancia e nobreza de esp\u00edrito. Era irm\u00e3o do rei. Morrendo este, sua cunhada que estava gr\u00e1vida, lhe prop\u00f4s ocultamente um pacto pol\u00edtico. Ela abortaria o herdeiro do trono e ambos se casariam para reinar sobre os gregos. Triunfou no cora\u00e7\u00e3o de Licurgo a virtude que disse \u00e0 cunhada: N\u00e3o aborte o filho para que voc\u00ea n\u00e3o morra acidentalmente. Espera nascer a crian\u00e7a e eu me incumbirei de mat\u00e1-la; e, assim nos casaremos.<br \/>\nNascida a crian\u00e7a, Licurgo a tomou nos bra\u00e7os e a levou diante dos maiores da Gr\u00e9cia, dizendo: Eis aqui o novo rei dos gregos. Depois disso, este grande homem, por anos a fio estudou leis que preservassem a dignidade do povo. Implantou as leis, preparou o menino, e o colocou no trono. O que me assombra \u00e9 que Licurgo, tendo capacidade, talento, intelig\u00eancia e possibilidade se eximiu de assumir cargos p\u00fablicos. Com S\u00f3lon, o segundo grande legislador grego, aconteceu o mesmo. Afamado pelo que fez \u00e0 sua p\u00e1tria, e galgando o maior grau de prest\u00edgio, foi convidado a governar o povo, j\u00e1 que ele coordenara as leis. Apesar das insist\u00eancias n\u00e3o aceitou.<br \/>\nPerguntaram-lhe por que? Sua resposta foi: Eu sei como posso entrar no governo do povo, mas depois n\u00e3o saberei como sair. N\u00e3o h\u00e1 pol\u00edtico, por bom que seja que ao sair da pol\u00edtica nos dias de hoje, n\u00e3o saia enlameado.<br \/>\nComo dissemos, a pol\u00edtica nasceu da filosofia e n\u00e3o da profecia. O primeiro pensador que escreveu sobre pol\u00edtica foi Plat\u00e3o, em sua obra A Rep\u00fablica. Nesta obra enfatiza que o fim primordial do Estado era tornar os cidad\u00e3os mais felizes. Idealizou um tipo de cidade em que o governo seria entregue aos s\u00e1bios; sua defesa, confiada \u00e0 classe de guerreiros; enquanto uma terceira classe, privada de direitos pol\u00edticos, ficaria encarregada da produ\u00e7\u00e3o. Plat\u00e3o escreveu este livro, pois, no seu tempo a distribui\u00e7\u00e3o irregular de riquezas provocava dist\u00farbios sociais criando condi\u00e7\u00f5es para a implanta\u00e7\u00e3o de ditaduras, que os gregos chamavam de tirania.<br \/>\nContudo, o fil\u00f3sofo grego, cuja obra pol\u00edtica de maior influ\u00eancia exerceu na antiguidade cl\u00e1ssica e na Idade M\u00e9dia foi Arist\u00f3teles. Em sua obra defende a propriedade privada, a escravid\u00e3o, e adota um crit\u00e9rio \u00e9tico para julgar a normalidade de uma constitui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica; este \u00e9 o normal que tem em vista o interesse geral dos governados. Em seus tratados, Arist\u00f3teles apresenta tr\u00eas regimes de governo: Despotismo, aristocracia e democracia.<br \/>\nDepois de Arist\u00f3teles (384-322 a. C.), nenhum fil\u00f3sofo ou pensador se destacou em mat\u00e9ria de pol\u00edtica por mais de 1.500 anos. O primeiro que se ocupou dessa mat\u00e9ria foi Tom\u00e1s de Aquino (1.225-1.274 d. C.), mas sem muita repercuss\u00e3o. Depois de Tom\u00e1s de Aquino, Dante, mas tamb\u00e9m sem grande alcance.<br \/>\nA ci\u00eancia pol\u00edtica, por assim dizer, tomou forma no ano de 1513 pelas m\u00e3os de Nicolau Maquiavel, em sua obra O Pr\u00edncipe, que cont\u00e9m ensinamentos de como conquistar Estados e conserv\u00e1-los sob seu dom\u00ednio. Em s\u00edntese, um manual do governante. O autor dedicou-o a Louren\u00e7o II (1492-1519) potentado da fam\u00edlia dos M\u00e9dicis e duque de Urbino. O monarca ingl\u00eas Henrique VIII (1491-1547), forjou a anula\u00e7\u00e3o do matrim\u00f4nio com Catarina de Arag\u00e3o baseado neste livro.<br \/>\nTamb\u00e9m Catarina de M\u00e9dicis (1519-1589), rainha-m\u00e3e da Fran\u00e7a, seguindo os ensinamentos de Maquivael ao jogar cat\u00f3licos contra os protestantes ordenou o famoso massacre da noite de S\u00e3o Bartolomeu (1572) em que 70 mil Huguenotes (calvinistas franceses) foram mortos.<br \/>\nCom isso manteve a soberania para os filhos, indolentes e incapazes de agir maquiavelicamente como a m\u00e3e. Essas e outras hist\u00f3rias de ardis, assassinatos e espolia\u00e7\u00f5es de governantes foram inspiradas na leitura dessa obra de car\u00e1ter pol\u00edtico, O Pr\u00edncipe (que repercutiu aqui no Brasil com a morte dos Frances protestantes pelo padre Anchieta no Rio de Janeiro. Sem esquecer que Catarina de M\u00e9dicis foi tamb\u00e9m influenciada por Nostradamus, que morreu quatro anos antes do massacre acima referido).<br \/>\nMaquiavel teve alguma import\u00e2ncia pol\u00edtica trabalhando na chancelaria. Mais tarde foi indicado para segundo chanceler da Rep\u00fablica. Em 1503 \u00e9 designado para uma miss\u00e3o junto a C\u00e9sar B\u00f3rgia tornando-se bons amigos. C\u00e9sar B\u00f3rgia, segundo narrativa do livro proibido Hist\u00f3ria dos Papas foi amante de sua irm\u00e3 Lucr\u00e9cia B\u00f3rgia, juntamente com seu corrupto pai, Rodrigo B\u00f3rgia ou Papa Greg\u00f3rio VI aquele que mandou enforcar Savanarola. A corrup\u00e7\u00e3o era tanta que C\u00e9sar B\u00f3rgia assassinou seu irm\u00e3o Fernando B\u00f3rgia por ci\u00fames da impudica Lucr\u00e9cia. Neste ambiente surgiu no cora\u00e7\u00e3o de Maquiavel a inspira\u00e7\u00e3o para escrever o seu livro. (O registro est\u00e1 na obra Hist\u00f3ria dos Papas, \u00e0s pp. 301-323 publicada em Lisboa em 1894). Citaremos alguns trechos da obra de Maquiavel, cujo nome, hoje \u00e9 sin\u00f4nimo de pol\u00edtica.<br \/>\nNem a religi\u00e3o, nem a tradi\u00e7\u00e3o, nem a vontade popular legitimam o soberano e ele tem de contar exclusivamente com sua energia criadora.<br \/>\nOs homens mudam de boa vontade de senhor, supondo melhorar, e esta cren\u00e7a os faz tomar armas contra o senhor atual.<br \/>\nUm conquistador, para manter um Estado conquistado deve ter duas regras: Primeiro, fazer extinguir o sangue do antigo pr\u00edncipe; segundo, n\u00e3o alterar as leis nem os impostos. Assim, em pouco tempo ter-se-\u00e1 feito a uni\u00e3o ao antigo estado.<br \/>\nOs homens devem ser mimados ou exterminados, pois se vingam das ofensas leves; das graves j\u00e1 n\u00e3o podem faz\u00ea-lo. Assim, a inj\u00faria deve ser tal, que n\u00e3o se tema a vingan\u00e7a.<br \/>\nAs inj\u00farias devem ser feitas de uma vez, a fim de que, tomando-se-lhes menos o gosto, ofendam menos. E os benef\u00edcios devem ser realizados pouco a pouco, para que sejam mais bem saboreados, e seduzam o povo.<br \/>\nQuem se ap\u00f3ia no povo tem alicerce de barro.<br \/>\nAs dificuldades, ser\u00e3o superadas, ora dando-se aos s\u00faditos a esperan\u00e7a de que o mal n\u00e3o se prolongar\u00e1, ora incutindo-lhes o temor da crueldade do inimigo.<br \/>\nNada \u00e9 t\u00e3o inst\u00e1vel quanto a fama de poderio de um pr\u00edncipe quando n\u00e3o apoiada na pr\u00f3pria for\u00e7a.<br \/>\n\u00c9 conveniente procurar a verdade pelo efeito das coisas e n\u00e3o pelo que delas se pode imaginar.<br \/>\n\u00c9 necess\u00e1rio a um pr\u00edncipe, para se manter, que aprenda a poder ser mau e que se valha ou deixe de valer-se disso segundo a necessidade.<br \/>\nAs amizades conquistadas por interesses, e n\u00e3o por nobreza e grandeza de car\u00e1ter, s\u00e3o compradas, mas n\u00e3o se pode contar com elas no momento necess\u00e1rio.<br \/>\nExistem duas formas de se combater: Uma, pelas leis, outra, pela for\u00e7a. A primeira \u00e9 pr\u00f3pria do homem; a segunda dos animais. Se a primeira \u00e9 insuficiente, recorre-se \u00e0 segunda.<br \/>\n\u00c9 t\u00e3o simples o homem, e obedece tanto as necessidades presentes, que aquele que engana sempre encontrar\u00e1 quem se deixe enganar.<br \/>\nUm pr\u00edncipe n\u00e3o precisa possuir todas as qualidades, bastando que aparente possu\u00ed-las. S\u00e3o elas: Piedade, f\u00e9, integridade, humanidade e religi\u00e3o.<br \/>\nOs homens julgam mais pelos olhos do que pelas m\u00e3os, pois todos podem ver; mas, poucos s\u00e3o os que sabem sentir. Todos veem o que o pol\u00edtico parece, mas poucos o que realmente ele \u00e9.<br \/>\nOs pr\u00edncipes devem encarregar a outrem da imposi\u00e7\u00e3o das penas; os atos de gra\u00e7a, pelo contr\u00e1rio, s\u00f3 a eles mesmos em pessoa, devem estar afetos.<br \/>\nUm pr\u00edncipe que n\u00e3o seja prudente por si mesmo tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser bem aconselhado.<br \/>\nOs desejos e paix\u00f5es s\u00e3o os mesmos em todas as cidades e em todos os povos; e sempre existiu quem serve e quem manda, e quem serve de m\u00e1 vontade e quem serve de bom grado, e quem se rebela e quem se rende.<br \/>\n\u201cOs fins justificam os meios. N\u00e3o h\u00e1 lugar para a moral, e o amoralismo dos meios n\u00e3o prejudica os resultados, se estes s\u00e3o bons. Todos os recursos s\u00e3o v\u00e1lidos para conservar a soberania do Estado. O interesse do Estado \u00e9 superior aos interesses do povo, e deve ser conseguido a qualquer custo\u201d.<br \/>\nMaquiavel, baseado na invaria\u00e7\u00e3o do comportamento humano concluiu que quem observa com dilig\u00eancia os fatos do passado pode prever o futuro em qualquer rep\u00fablica, e usar os rem\u00e9dios aplicados desde a antiguidade ou na aus\u00eancia deles, imaginar novos, de acordo com a semelhan\u00e7a de circunst\u00e2ncias entre o passado e o presente, j\u00e1 que \u00e0s mesmas causas correspondem os mesmos efeitos.<br \/>\nAssim \u00e9 a ci\u00eancia pol\u00edtica de Maquiavel, inspirando o despotismo, o interesse pessoal, a hipocrisia, a crueldade, as a\u00e7\u00f5es sub-rept\u00edcias. N\u00e3o \u00e9 o que vemos hoje? Que fazem os crist\u00e3os neste ambiente? Em que v\u00e3o melhorar as condi\u00e7\u00f5es do povo sentando-se \u00e0 mesa dos dem\u00f4nios? Quem n\u00e3o passou pela lama sem se sujar? Alegam os pol\u00edticos crentes que Jos\u00e9 foi h\u00e1bil pol\u00edtico; que Mois\u00e9s foi bom pol\u00edtico; que Daniel foi pol\u00edtico. Mentira. Esses homens foram colocados por Deus ao longo da hist\u00f3ria para cumprir os prop\u00f3sitos de Deus. O pol\u00edtico procura se eleger, o que \u00e9 diferente. \u201cN\u00e3o vos ponhais em jugo desigual com os incr\u00e9dulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justi\u00e7a e a iniq\u00fcidade? Ou que comunh\u00e3o, da luz com as trevas?\u201d (2 Co 6.14).<br \/>\nO diabo ofereceu a Jesus o poder sobre os governos, afirmando que este poder lhe pertencia (Lc 4.5-8). Jesus o expulsou de sua presen\u00e7a, dizendo: \u201cVai-te Satan\u00e1s; porque est\u00e1 escrito: Adorar\u00e1s o Senhor teu Deus e s\u00f3 a ele servir\u00e1s\u201d. Com esta resposta Jesus deixou claro que pol\u00edtica \u00e9 semelhante a religi\u00e3o. Se cresse no diabo daria a ele o voto de louvor. Os eleitores tamb\u00e9m votam quando creem nos candidatos. Muitos deles se tornam verdadeiros \u00eddolos. A hist\u00f3ria est\u00e1 coalhada de crimes por inveja e trai\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<br \/>\nA pol\u00edtica \u00e9 t\u00e3o s\u00f3rdida e diab\u00f3lica que Jesus expulsou Satan\u00e1s; e os crentes a buscam.<br \/>\nOs dez mandamentos de Maquiavel para os pol\u00edticos, j\u00e1 que ele \u00e9 o autor da ci\u00eancia pol\u00edtica s\u00e3o:<br \/>\n1. Zelem apenas pelos seus pr\u00f3prios interesses.<br \/>\n2. N\u00e3o honrem a mais ningu\u00e9m, al\u00e9m de voc\u00eas mesmos.<br \/>\n3. Fa\u00e7am o mal, mas finja que faz o bem.<br \/>\n4. Cobicem e procurem obter tudo o que puderem.<br \/>\n5. Mostrem-se miser\u00e1veis.<br \/>\n6. Sejam duros e brutos.<br \/>\n7. Enganem o pr\u00f3ximo toda vez que puderem.<br \/>\n8. Matem seus inimigos e, se for necess\u00e1rio, os seus amigos.<br \/>\n9. Usem da for\u00e7a, em vez da bondade ao tratarem com o pr\u00f3ximo.<br \/>\n10. Pensem exclusivamente na guerra.<br \/>\nCom algumas exce\u00e7\u00f5es todos os reis gregos, depois de brilhante carreira foram perseguidos at\u00e9 a morte.<br \/>\nPol\u00edtica e finan\u00e7as<br \/>\nPol\u00edtica \u00e9 dinheiro circulando. \u00c9 sedu\u00e7\u00e3o, presentes, suborno, interesses no poder, tramas etc. \u00c9 o capitalismo e a pol\u00edtica, segundo o livro, Brasil Col\u00f4nia de Banqueiros, de Gustavo Barroso (1924). Declara o autor que existe uma pol\u00edtica que foge aos impositivos nacionais. Tivemos antigamente o imperialismo militar das na\u00e7\u00f5es mais fortes, que reduziam os pa\u00edses livres \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o. Em seguida, tivemos o imperialismo econ\u00f4mico das grandes na\u00e7\u00f5es que conquistavam o mercado para seus produtos. Dentro desses germinou um imperialismo ainda maior, inimigo de todos os povos: O capitalismo. Ele n\u00e3o tem p\u00e1tria; n\u00e3o tem sentimentos. \u00c9 um monstro devorador.<br \/>\nTendo-se tudo reduzido ao capital, este passou a atentar contra os princ\u00edpios da civiliza\u00e7\u00e3o crist\u00e3, quais sejam, o princ\u00edpio da fam\u00edlia, o princ\u00edpio da na\u00e7\u00e3o e o princ\u00edpio da igreja. O capitalismo \u00e9 o permanente proletarizador das massas. O capitalismo, na sua marcha avassaladora, penetra no organismo das na\u00e7\u00f5es a fim de aniquil\u00e1-lo. Come\u00e7a, portanto, na escraviza\u00e7\u00e3o dos governos. Essa escraviza\u00e7\u00e3o, escraviza um povo; n\u00e3o manda ex\u00e9rcitos, mas banqueiros; assumem as mais variadas atitudes para iludir o povo. (N\u00e3o existe sistema pol\u00edtico eficaz, quando \u00e9 pol\u00edtico).<br \/>\nA pol\u00edtica exclui a religi\u00e3o. Num partido pol\u00edtico unem-se elementos heterog\u00eaneos nas convic\u00e7\u00f5es religiosas e homog\u00eaneas na convic\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. A fidelidade ao partido anula a fidelidade religiosa. Dessa forma, o crente pol\u00edtico nega a Cristo. Este fato est\u00e1 registrado na B\u00edblia, quando todos os anci\u00e3os vieram a Samuel, em Ram\u00e1, e pediram-lhe que constitu\u00edssem um rei que os julgasse. Deus falou a Samuel: \u201cN\u00e3o \u00e9 a ti que eles rejeitam, mas a mim\u201d (1 Sm 8.1-7). \u00c9 abomin\u00e1vel aos olhos de Deus que um crente honre um feiticeiro por causa da pol\u00edtica, sendo que a B\u00edblia manda extirp\u00e1-los (Ex 22.18).<br \/>\nPartido pol\u00edtico \u00e9 alian\u00e7a partid\u00e1ria. Como tratar\u00e1 Deus o crist\u00e3o que diz ter alian\u00e7a com Jesus e entra para um partido pol\u00edtico fazendo alian\u00e7a com id\u00f3latras, ateus, ladr\u00f5es e corruptos? E, dentro de um regime democr\u00e1tico, quando pertence ao reino de Deus? Serve a Deus e a Mamom?<br \/>\n\u200b<br \/>\n\u200b<br \/>\n\u200b<br \/>\n\u200b<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota: Este artigo foi escrito por Olavo Silveira Pereira vinte anos atr\u00e1s. Achei por bem post\u00e1-lo e deixar que o leitor pense e tire suas conclus\u00f5es. 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