{"id":2360,"date":"2013-01-05T08:47:39","date_gmt":"2013-01-05T10:47:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pastorjoao.com.br\/123\/?p=2360"},"modified":"2013-01-05T08:47:39","modified_gmt":"2013-01-05T10:47:39","slug":"maldicoes-cumpridas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pastorjoaodesouza.com.br\/123\/?p=2360","title":{"rendered":"Maldi\u00e7\u00f5es cumpridas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><span style=\"color: #000000;\">Quinze s\u00e9culos antes do nascimento de Cristo, um dos maiores fil\u00f3sofos hindus, disse: \u201cSe uma pessoa tem f\u00e9 em que pode ser aben\u00e7oada, tamb\u00e9m acreditar\u00e1 que poder\u00e1 ser amaldi\u00e7oada\u201d. Em outras palavras, se uma for\u00e7a existe, esta poder\u00e1 ser usada construtiva ou destrutivamente, conforme o prop\u00f3sito de quem a profere. Se existem b\u00ean\u00e7\u00e3os, tamb\u00e9m existem maldi\u00e7\u00f5es. O poder operacional \u00e9, necessariamente, em ambos os casos, o mesmo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Maldi\u00e7\u00f5es \u2013 e tamb\u00e9m b\u00ean\u00e7\u00e3os \u2013 eram cren\u00e7as inquestion\u00e1veis por muitos s\u00e9culos. Foi ent\u00e3o que a ci\u00eancia moderna passou a afirmar que a cren\u00e7a nessas coisas era pr\u00f3pria dos ignorantes que ainda acreditavam nas tradi\u00e7\u00f5es orais do passado. Mais tarde, com a descoberta da parapsicologia e das descobertas do poder da mente, alguns cientistas passaram a admitir a possibilidade de que, for\u00e7as concentradas impregnadas de \u00f3dio ou amor podem desencadear boas ou m\u00e1s influ\u00eancias, assim como um peda\u00e7o de a\u00e7o reage ao magnetismo. A vontade humana que \u00e9 o maior dos magn\u00e9ticos, quando usada conforme a lei que a governa poder\u00e1 atrair condi\u00e7\u00f5es construtivas ou destrutivas, que se manifestar\u00e1 no f\u00edsico de uma pessoa. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Esta \u00e9 uma teoria baseada no conhecimento de que toda esp\u00e9cie de mat\u00e9ria como rochas, terra e at\u00e9 mesmo o corpo humano s\u00e3o compostos de \u00e1tomos que vibram compassadamente, s\u00e3o inteligentes \u2013 uma intelig\u00eancia que os adeptos do passado e de pessoas mentalmente treinadas podem dirigi-la a um prop\u00f3sito determinado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Talvez isso soe como contos de fadas, como os cr\u00edticos costumam dizer. Como afirmou Sir Willian Crookes, um qu\u00edmico ao apresentar sua nova teoria sobre a composi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria: \u201cSenhores, sei que o que lhes vou dizer pode parecer uma impossibilidade conforme as leis da natureza, mas, sem d\u00favida \u00e9 uma verdade\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Assim \u00e9 uma maldi\u00e7\u00e3o. As evid\u00eancias mostram que \u201cesta impossibilidade conforme as leis estabelecidas da natureza\u201d \u00e9 realidade. Podemos neg\u00e1-la; afirmar que os acontecimentos s\u00e3o meras coincid\u00eancias e n\u00e3o frutos de uma maldi\u00e7\u00e3o. Em primeiro lugar, nem todas as evid\u00eancias s\u00e3o falsas; em segundo, seria muita coincid\u00eancia a repeti\u00e7\u00e3o de certos acontecimentos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #000000;\">A arte e magia dos eg\u00edpcios<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Os eg\u00edpcios antigos eram mestres na arte da maldi\u00e7\u00e3o. Um de seus ritos consistia em \u201camarrar\u201d, representado na ideografia eg\u00edpcia por uma corda com um n\u00f3; e pelas palavras atrav\u00e9s de mantras repetitivos em dire\u00e7\u00e3o a um objeto ou a uma pessoa. A palavra era considerada \u2013 e ainda \u00e9 \u2013 a grande for\u00e7a na arte da magia. As duas maiores fontes do poder de uma maldi\u00e7\u00e3o estavam ligadas ao sentido da palavra e de seu som ou a vibra\u00e7\u00e3o da voz. A palavra tinha de ser falada em certo tom, chamada de Ma-Khru, a voz perfeita, a palavra da verdade, que liberava o poder criativo ou destrutivo com a for\u00e7a de sua vibra\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As palavras de poder que eram parte dos mist\u00e9rios de todo ensinamento te\u00fargico \u00a0eram formadas no Egito com a combina\u00e7\u00e3o de letras ideogr\u00e1ficas que foram mantidas depois que o sistema fon\u00e9tico e gram\u00e1tico da escrita foi desenvolvido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A maldi\u00e7\u00e3o invocada para a prote\u00e7\u00e3o de uma m\u00famia deve ter sido o principal objetivo dos eg\u00edpcios, que criam na ressurrei\u00e7\u00e3o literal do f\u00edsico. A pr\u00f3xima encarna\u00e7\u00e3o, diziam eles, iria se utilizar dos mesmos \u00e1tomos e el\u00e9trons, ainda que estas, obviamente, n\u00e3o eram as palavras por eles usadas. Sir Ernest Wallis Budge, menciona esta cren\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao corpo na sua tradu\u00e7\u00e3o do Livro dos Mortos, e dos rituais de prote\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o do Nilo.\u00a0<\/span><span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o existem d\u00favidas de que ao colocar um corpo numa tumba o sacerdote pronunciava certas palavras, f\u00f3rmulas e ora\u00e7\u00f5es, e \u00e9 prov\u00e1vel que o recital dessas palavras era acompanhado de certos cerimoniais&#8230; \u00c9 prov\u00e1vel que tudo isso era dirigido ao deus dos deuses da comunidade a favor dos mortos, e continha preces a favor da vida que o defunto levaria para o al\u00e9m-t\u00famulo&#8230; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nem todos os corpos de mortos parecem ter recebido a salvaguarda destes rituais. Existem m\u00famias eg\u00edpcias espalhadas por v\u00e1rias partes do mundo, e n\u00e3o existem not\u00edcias de que alguns desses arque\u00f3logos tenham morrido prematuramente, ou talvez a morte deles n\u00e3o tenha sido noticiado pela m\u00eddia. Em alguns casos \u00e9 poss\u00edvel que o sacerdote n\u00e3o soube trabalhar direito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Em alguns casos, o ritual da amarra\u00e7\u00e3o teve os efeitos esperados. A morte de Lorde Carnarvon depois de abrir a tumba de Tutanc\u00e2mon foi repentina. O poder da maldi\u00e7\u00e3o foi dirigido, possivelmente, contra o organizador do projeto; um ou dois de seus colegas tamb\u00e9m morreram. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As grossas paredes de vidro que protegem uma m\u00famia no museu brit\u00e2nico se despeda\u00e7aram repentinamente, sem causa aparente, conforme um respeitado cientista e escritor. O acontecimento se deu em 1920, e desde ent\u00e3o a m\u00famia n\u00e3o est\u00e1 muito ativa. \u00c9 claro que as autoridades do museu n\u00e3o reconhecem \u201coficialmente\u201d nenhum epis\u00f3dio como este. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A maldi\u00e7\u00e3o de uma m\u00famia ocorreu num egipt\u00f3logo conhecido de nossa fam\u00edlia, que abriu o sarc\u00f3fago de um fara\u00f3 n\u00e3o muito importante \u2013 n\u00e3o me lembro de qual dinastia o fara\u00f3 pertencia. Ele obteve permiss\u00e3o para levar a m\u00famia para a Inglaterra; mas, por alguma raz\u00e3o decidiu que queria apenas a cabe\u00e7a da m\u00famia \u2013 apesar das advert\u00eancias escritas nos papiros encontrados dentro da tumba. Dizia a maldi\u00e7\u00e3o que se algu\u00e9m mutilasse a m\u00famia de Fara\u00f3 morreria tendo a parte mutilada do seu corpo, conforme a parte mutilada da m\u00famia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O professor que achava que maldi\u00e7\u00e3o era hist\u00f3ria da carochinha levou a cabe\u00e7a da m\u00famia para a Inglaterra e come\u00e7aram alguns fen\u00f4menos estranhos na casa dele. Ele levou a cabe\u00e7a da m\u00famia para a sua planta\u00e7\u00e3o de cana de a\u00e7\u00facar de sua propriedade nas \u00cdndias Ocidentais. Ele era um bom patr\u00e3o e seus empregados gostavam dele, no entanto, certo dia, enquanto cavalgava por seu canavial, seus empregados o derrubaram de seu cavalo e o mataram com correntes de ferro. Um de seus filhos se acidentou com a motocicleta e teve traumatismo craniano. Os problemas eram tanto, que a vi\u00fava devolveu a cabe\u00e7a da m\u00famia ao Egito e a maldi\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia cessou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #000000;\">A maldi\u00e7\u00e3o do carro vermelho<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Hoje, ainda que alguns de n\u00f3s conhe\u00e7amos as maldi\u00e7\u00f5es tanto quanto os eg\u00edpcios a conheciam, a arte de amaldi\u00e7oar n\u00e3o se perdeu na hist\u00f3ria. E at\u00e9 as m\u00e1quinas s\u00e3o instrumentos de maldi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O autom\u00f3vel vermelho brilhante em que o arquiduque Franz Ferdinand e sua esposa foram assassinados parece que era amaldi\u00e7oado. Eles foram mortos em Sarajevo em junho de 1914, mas n\u00e3o se sabe a origem da maldi\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O assassinato foi o gatilho que disparou a Primeira Guerra Mundial. Depois que a guerra estourou, o comandante da Quinta Corpora\u00e7\u00e3o Austr\u00edaca, General Oskar Potiorek, cercou a casa do governador de Sarajevo, onde o carro vermelho havia sido guardado. Vinte e um dias depois que o General pegou para si o carro, ele foi desastrosamente derrotado em Valjevo, e perdeu seu cargo no ex\u00e9rcito. Enviado de volta a Viena em completa desgra\u00e7a, viveu na pobreza. Finalmente ficou louco e morreu num sanat\u00f3rio. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O capit\u00e3o que servira ao lado de Potiorek, se tornou propriet\u00e1rio do autom\u00f3vel vermelho. Nove dias depois enquanto dirigia por uma estrada do interior, ele saiu da estrada e matou dois camponeses croatas, bateu numa \u00e1rvore, arrebentou com o carro, e foi tirado sem vida das ferragens.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O carro foi consertado, e no final da Primeira Guerra Mundial o novo governador da Iugosl\u00e1via o adquiriu. Durante os quatro meses em que dirigiu o autom\u00f3vel o governador teve quatro acidentes, e num deles perdeu o bra\u00e7o direito. Ele deu ordens para que o carro fosse destru\u00eddo, mas algu\u00e9m o persuadiu a vend\u00ea-lo para o m\u00e9dico Dr. Srkis, que ficou intrigado com o hist\u00f3rico de mortes daquele autom\u00f3vel. Nenhum ser racional acreditaria que aquele carro fora amaldi\u00e7oado, ele disse. A m\u00e1 reputa\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel n\u00e3o passava de coincid\u00eancias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Durante seis meses todos achavam que ele tinha raz\u00e3o. Ent\u00e3o, o carro e seu motorista foram encontrados ao lado da estrada. O carro havia capotado, e n\u00e3o houve muitos estragos. Ao lado estava o corpo do m\u00e9dico. Ao capotar, o carro rolou por cima do propriet\u00e1rio. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Foi ent\u00e3o vendido a um joalheiro muito pr\u00f3spero, que o dirigiu sem qualquer problema durante um ano, e depois se suicidou. Outro m\u00e9dico o comprou, e antes que o carro lhe causasse algum dano o vendeu, porque descobriu que seus pacientes o abandonaram com medo que a maldi\u00e7\u00e3o os alcan\u00e7asse. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Seu pr\u00f3ximo propriet\u00e1rio foi um piloto de corridas. Quando estava disputando uma corrida em Dolomite, o carro saiu da pista, bateu numa pedra e o piloto foi lan\u00e7ado do carro, vindo a falecer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Um pr\u00f3spero fazendeiro de Sarajevo o comprou, arrumou a lataria e o dirigiu por v\u00e1rios meses. Certa manh\u00e3 o carro engui\u00e7ou na estrada, e como n\u00e3o houve jeito de faz\u00ea-lo pegar, o fazendeiro persuadiu o propriet\u00e1rio de um carro que passava por ali para que o rebocasse at\u00e9 a cidade. Assim que o carro da frente come\u00e7ou a rebocar o carro vermelho, repentinamente este pegou. Come\u00e7ou a bater na traseira do carro que o rebocava, rompeu a corda, saltou fora da rodovia e seu propriet\u00e1rio foi lan\u00e7ado longe e morreu. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Amassado como estava, o dono de uma garagem, Tibor Hirshfeld, o adquiriu, consertou-o, pintou-o de azul e tranquilo p\u00f4s-se a dirigi-lo. Certo dia levava seis amigos para um casamento, quando colidiu com outro carro. Tibor Hirshfeld e mais quatro amigos morreram no acidente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ent\u00e3o, o governo da \u00c1ustria, talvez por associar o carro ao assassinato de Franz Ferdinand, mandou consertar o carro e o colocou num museu de Viena, onde nunca faria mal a ningu\u00e9m. Afinal, o carro tinha sido a causa da morte de 14 pessoas. Ele tinha sido o estopim da Primeira Guerra Mundial, e numa guerra foi destru\u00eddo. Uma bomba das for\u00e7as aliadas foi jogada em Viena sobre o Museu onde o carro estava guardado, exorcizando para sempre a maldi\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel vermelho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #000000;\">O navio de guerra amaldi\u00e7oado<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A trajet\u00f3ria do <i>Scharnhorst<\/i> segue na mesma dire\u00e7\u00e3o do carro vermelho. A embarca\u00e7\u00e3o era um dos melhores navios constru\u00eddo pelos alem\u00e3es, mas, como o carro, parece que possu\u00eda uma maldi\u00e7\u00e3o. Era uma embarca\u00e7\u00e3o de guerra que podia levar quarenta mil toneladas de armas mortais, mas a popularidade desse navio de guerra n\u00e3o era das melhores entre os marinheiros alem\u00e3es. Foi amaldi\u00e7oada, diziam os tripulantes. Ningu\u00e9m queria servir naquela embarca\u00e7\u00e3o, apesar de ser um navio veloz, com canh\u00f5es de longo alcance, seus equipamentos eletr\u00f4nicos possibilitavam ver o alvo antes que o inimigo a visse. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O navio estava no deque seco sendo preparado para a guerra quando fez a primeira arte. For\u00e7ando as cordas que o prendiam, o navio adernou para um dos lados. Sessenta e tr\u00eas oper\u00e1rios foram esmagados e 110 feridos. Reergue-lo n\u00e3o foi tarefa f\u00e1cil, e os oper\u00e1rios tinham de ser constantemente substitu\u00eddos, porque muitos se afogavam. Ningu\u00e9m queria trabalhar no navio, porque a fama se espalhou de que era uma embarca\u00e7\u00e3o amaldi\u00e7oada. Demorou tr\u00eas meses para ser reerguido, at\u00e9 que o trabalho fosse conclu\u00eddo e o leviat\u00e3 de a\u00e7o pudesse ser lan\u00e7ado ao mar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O <i>Scharnhorst <\/i>era a \u00faltima palavra em armas de guerra naval. A sa\u00edda do navio para o mar era a oportunidade que os nazistas n\u00e3o poderiam perder, para impressionar as for\u00e7as aliadas. Para a inaugura\u00e7\u00e3o, Hitler, G\u00f6ring, Himmler e todas as altas autoridades nazistas acorreram para o porto onde o <i>Scharnhorst <\/i>estava ancorado \u2013 ou deveria estar. O <i>Scharnhorst<\/i>, orgulho de Hitler, n\u00e3o esperou por ele. Na noite anterior o navio se desprendeu sozinho, esmagando algumas barca\u00e7as enquanto entrava rio abaixo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A primeira empreitada em que o navio recebeu alguma publicidade foi durante o cerco a Gdansk. Uma pe\u00e7a publicit\u00e1ria preparada pelos alem\u00e3es mostrava os potentes canh\u00f5es do <i>Scharnhorst<\/i> deixando em p\u00f3 o porto da cidade, mas o filme n\u00e3o mostrava a explos\u00e3o de um dos canh\u00f5es que matou nove tripulantes, e a cena em outra parte do navio onde a explos\u00e3o do ar-condicionado deixou doze mortos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">No cerco a Oslo, o <i>Scharnhorst<\/i> se comportou pessimamente, pior do que qualquer outro navio alem\u00e3o. Inc\u00eandios em v\u00e1rias partes do navio fizeram que o <i>Scharnhorst<\/i> fosse rebocado pelo <i>Gneisenau.<\/i> Manquejando durante a noite escura, escondendo-se dos bombardeiros brit\u00e2nicos de dia, uma noite alcan\u00e7ou o porto do Elba. Em seu caminho, escondido na escurid\u00e3o da noite estava um dos maiores navios de guerra alem\u00e3, o <i>Bremen<\/i>. Os radares potentes do <i>Scharnhorst<\/i> n\u00e3o detectaram o <i>Bremen<\/i>. Quando viram o navio no caminho, os marinheiros n\u00e3o tiveram tempo de desviar o <i>Scharnhorst<\/i> a tempo. Em poucos minutos o <i>Bremen<\/i> afundou no lodo do rio Elba. O navio ficou tanto tempo fora de a\u00e7\u00e3o, que quando voltou ao mar, as for\u00e7as de Hitler estavam se deteriorando.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O <i>Scharnhorst<\/i>, depois de algum tempo foi lan\u00e7ado ao mar para atacar um comboio dos aliados no mar \u00c1rtico. O navio, com seu equipamento de guerra potente e sua alta velocidade deveria cumprir sua miss\u00e3o com facilidade, mas devido a sua fama de navio amaldi\u00e7oado, n\u00e3o havia outro navio potente como este. O Bismark havia sido afundado; o Tirpitz jazia no fundo de um fiorde noruegu\u00eas, e s\u00f3 sobrava o <i>Scharnhorst<\/i>. Amaldi\u00e7oado ou n\u00e3o era o que restava. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Quando navegou pelo Elba, desta vez evitando chocar-se com o Bremen afundado no lodo, enfrentou a escurid\u00e3o da costa da Noruega para seu destino final. A escurid\u00e3o o escondeu dos avi\u00f5es aliados, e tamb\u00e9m n\u00e3o permitiu que sua tripula\u00e7\u00e3o avistasse um pequeno cruzador brit\u00e2nico, que estava ancorado para conserto dos motores. O <i>Scharnhorst<\/i> passou t\u00e3o pertinho do navio brit\u00e2nico que quase tocaram casco com casco, o que permitiu que o capit\u00e3o brit\u00e2nico desse o alarme. Dentro de pouco tempo a frota brit\u00e2nica estava no calcanhar do <i>Scharnhorst<\/i>. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O <i>Scharnhorst<\/i> era mais r\u00e1pido que a frota inglesa, e alguns tiros foram lan\u00e7ados na dire\u00e7\u00e3o do navio alem\u00e3o. O capit\u00e3o de um dos navios da frota inglesa atirou a esmo na escurid\u00e3o, j\u00e1 que nem sabia onde o navio alem\u00e3o estava. Naquele momento, aparentemente o <i>Scharnhorst<\/i> conseguiu se desviar. E se desviou exatamente na dire\u00e7\u00e3o da frota inimiga. Enquanto o navio sacudia pelas bombas que o atingiam, os navios ingleses em seu encal\u00e7o o bombardearam tanto, que o <i>Scharnhorst<\/i> afundou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Dois dos sobreviventes alcan\u00e7aram a terra a bordo de um barco de borracha, mas n\u00e3o escaparam da f\u00faria da maldi\u00e7\u00e3o do <i>Scharnhorst<\/i> facilmente. Meses depois foram encontrados mortos, devido a explos\u00e3o de um fog\u00e3o a \u00f3leo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Uma maldi\u00e7\u00e3o impessoal parece ter sido a motiva\u00e7\u00e3o tanto do navio quanto do autom\u00f3vel vermelho. Algumas maldi\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais espec\u00edficas em seu prop\u00f3sito. S\u00e3o imprecadas por uma pessoa, por alguma raz\u00e3o, como foi a maldi\u00e7\u00e3o dirigida na Sic\u00edlia anos atr\u00e1s contra uma pessoa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #000000;\">A maldi\u00e7\u00e3o siciliana<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">No final da d\u00e9cada de 1940 surgiu na Sic\u00edlia uma campanha para prender Salvator Giuliaro. Era ele o mais famoso bandido dos tempos modernos, l\u00edder de uma organiza\u00e7\u00e3o que queria a independ\u00eancia da Sicilia. Ele agia como um rei. A pris\u00e3o de Giuliano vivo ou morto era prioridade para as autoridades \u2013 mas ningu\u00e9m, sequer a pol\u00edcia do governo, o servi\u00e7o secreto ou o ex\u00e9rcito conseguiam localiz\u00e1-lo para o prender. A cada tentativa, um fracasso. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ent\u00e3o, Giuliaro de 27 anos de idade foi encontrado morto crivado de balas. Ningu\u00e9m sabia quem o teria matado, e ningu\u00e9m se manifestou para receber a recompensa. Sua m\u00e3e, beijando os ferimentos no corpo de seu filho, com os l\u00e1bios manchados de sangue, disse: \u201cMeu sangue&#8230; eles o tra\u00edram\u201d. E amaldi\u00e7oou os traidores. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Mais tarde, Gaspare Piscotta, amigo de Giuliano foi preso, acusado de assassinar Giuliano e outras pessoas. No dia 9 de fevereiro de 1954, enquanto esperava por julgamento na pris\u00e3o, Piscotta come\u00e7ou a gritar como se estivesse sendo sufocado; morreu uma hora depois. Nenhuma causa de morte foi detectada. Tr\u00eas semanas depois, oito pessoas que supostamente ajudaram a trair Giuliaro morreram violentamente. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Conforme os c\u00f3digos da Sic\u00edlia antiga estas eram provas de culpa; uma maldi\u00e7\u00e3o para ter efeito tem de ser proferida numa base justa. Se uma pessoa \u00e9 destru\u00edda, ela deve ter feito alguma coisa para merecer a maldi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #000000;\">Maldi\u00e7\u00e3o sobre a dinastia Hapsburg<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A dinastia dos Hapsburg foi amaldi\u00e7oada duas vezes \u2013 e dizem, com raz\u00e3o. A primeira vez por um sacerdote h\u00fangaro, quando a Hungria foi anexada ao imp\u00e9rio austr\u00edaco, e noutra vez pela condessa Karolyi da Hungria, cujo filho foi morto durante a revolta contra os austr\u00edacos. O imperador Franz Josef da \u00c1ustria foi alvo dessas duas maldi\u00e7\u00f5es: Foi ele quem ordenou a invas\u00e3o da Hungria e a morte do filho da condessa. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Em meio ao sofrimento pela morte do filho (emo\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos fatores importantes para que uma maldi\u00e7\u00e3o se cumpra) a condessa gritou: \u201cQue os c\u00e9us e o inferno se lancem contra Franz Josef e destruam sua felicidade. Que sua fam\u00edlia seja exterminada e que ele seja atacado pelas pessoas que ele mais ama. Que sua esposa se torne em frangalhos e que seus filhos encontrem desola\u00e7\u00e3o e ru\u00edna\u201d. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Uma por uma as maldi\u00e7\u00f5es se cumpriram. O irm\u00e3o de Franz Josef, Maximiliano, homem bem intencionado, mas fraco emocionalmente foi levado na expedi\u00e7\u00e3o fracassada de Napole\u00e3o III da Fran\u00e7a, para lutar contra os mexicanos e foi morto por um esquadr\u00e3o revolucion\u00e1rio do M\u00e9xico. Sua esposa Carlota estava em Roma para interceder junto ao Papa a favor de seu esposo e, ao ouvir em Roma que seu marido morrera, ficou louca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Franz Josef se casou com uma mulher jovem, prendada com quem vivia alegremente, mas come\u00e7aram a brigar devido ao temperamento agressivo de ambos. Elizabeth come\u00e7ou a tra\u00ed-lo com amantes, e rumores corriam de que ela era psic\u00f3tica. O imperador era de p\u00e9ssimo car\u00e1ter, por isso alienou-se de sua esposa, e mais tarde de seu pr\u00f3prio filho herdeiro da coroa, o Pr\u00edncipe Rudolf. Ele achava Rudolf um rapaz irrespons\u00e1vel, brigavam e discutiam. Por fim, o imperador nem mais conversava com o filho, o que levou o rapaz a se tornar um playboy da \u00e9poca. Esc\u00e2ndalos de todo tipo assombravam o imp\u00e9rio austr\u00edaco, e o principal foi quando o pr\u00edncipe foi encontrado morto ao lado de sua amante, a baronesa Maria Vetsera, na cabana de ca\u00e7a em Mayerling. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Durante muito tempo depois da morte do filho Elizabeth ficou enferma, e depois que se recuperou passou a viver em reclus\u00e3o. Depois, passou a se prostituir e a viajar para fora da \u00c1ustria. Quando estava em Genebra em 1898, no caminho do hotel para o lago onde tomaria um barco foi esfaqueada por um esquerdista e morreu algumas horas depois.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Trag\u00e9dias seguidas minaram a fam\u00edlia de Franz Josef. Sofia, duquesa de Alen\u00e7on, morreu queimada em Paris. A arquiduquesa Matilda morreu queimada quando seu vestido de roda pegou fogo. O arquiduque John da Tosc\u00e2nia desapareceu em alto mar; o arquiduque Wilhelm Franz Karl morreu ao cair do cavalo. O rei louco da Bav\u00e1ria Ludwig suicidou-se por afogamento. O conde Ludwig de Trani se suicidou tamb\u00e9m. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Outros parentes se tornaram exc\u00eantricos ou foram v\u00edtimas de compl\u00f4s pol\u00edticos. No ano de 1914 o imperador e sua esposa foram mortos a tiros em Saravejo por um estudante s\u00e9rvio, Gavrilo Princip. Este foi o come\u00e7o das maldi\u00e7\u00f5es que culminaram na morte de Franz Josef que aos 89 anos de idade\u00a0 ainda viu a revolu\u00e7\u00e3o eliminar seus descendentes com a \u00c1ustria tornando-se uma rep\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A Hungria est\u00e1 na lista de maldi\u00e7\u00f5es que afetou outro rei. O rei Alfonso XII da Espanha, que recebeu um presente valioso \u2013 um anel que carregava consigo uma maldi\u00e7\u00e3o a qualquer pessoa que sa\u00edsse com ele da Hungria. No dia de seu casamento Alfonso deu-o de presente \u00e0 sua noiva \u2013 que morreu tempos depois. Ele o presenteou a sua cunhada, que morreu tempos depois. Alfonso decidiu usar o anel \u2013 e ele mesmo morreu doze meses depois. O anel foi enviado a uma igreja de Madri para ser exorcizado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #000000;\">O Diamante da Esperan\u00e7a<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Alfonso ignorou a maldi\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m os que se tornaram donos do Diamante da Esperan\u00e7a, que provavelmente carregava com ele uma maldi\u00e7\u00e3o mais pesada que qualquer outra joia existente no mercado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Era ou talvez seja o maior e mais perfeito diamante azul do mundo, pesando quarenta e quatro quilates e meio. (Um quilate \u00e9 uma unidade de peso de 20 centigramas utilizadas como padr\u00f5es para joalheiros). Seu tamanho era de dois cent\u00edmetros e meio por 1 cent\u00edmetro. O diamante foi roubado da cabe\u00e7a de uma imagem de Buda. A maldi\u00e7\u00e3o estava escrita ali mesmo: \u201cEsta pedra foi consagrada a Deus. O profano que a tocar sofrer\u00e1 infort\u00fanios e morte violenta\u201d. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O rastro de assassinatos, loucura e viol\u00eancia se estendeu a cada propriet\u00e1rio. Depois de tirado do Buda, as mortes e infort\u00fanios come\u00e7aram com Jean Baptiste Tavernier, famoso viajante e ourives franc\u00eas que trouxe o diamante azul do Oriente e o vendeu a Luiz XIV em 1668. Luiz ficou fascinado com a posse de t\u00e3o magnificente \u00a0diamante, e como agradecimento deu t\u00edtulos de nobreza a Tavernier, que com dinheiro e t\u00edtulos adquiriu terras em Aubonne, pr\u00f3ximo a Genebra. Depois de um ano cheio de infort\u00fanios, morreu em Moscou, em extrema pobreza.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Willen Fals de Amsterdam, que foi solicitado por Luiz para cortar a pedra, mal tinha come\u00e7ado sua tarefa quando tudo come\u00e7ou a dar errado. Sua empresa, que era pr\u00f3spera, faliu. Seu filho se suicidou. Ele pr\u00f3prio morreu em completa ru\u00edna.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Luiz XIV s\u00f3 veio a morrer em 1715, e durante este tempo ele quase destruiu a Fran\u00e7a. A guerra que ele conduziu por anos deixou a Fran\u00e7a quase destru\u00edda, depois de uma s\u00e9rie de derrotas e a assinatura do tratado de Paz de Utrech. Os dois filhos de Luiz e um neto morreram prematuramente. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O reino de Luiz XV, o bem amado, que herdou o diamante azul foi de desastres, problemas financeiros e mis\u00e9ria total. A vida de lux\u00faria enfraqueceu seu f\u00edsico, de sorte que quando um surto de sarampo veio sobre a Europa, Luiz XV pegou o sarampo e morreu. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Luiz XVI tornou-se o pr\u00f3ximo dono do diamante azul. Era uma das joias favoritas de Maria Antonieta, e ocasionalmente ela o emprestava \u00e0 sua melhor amiga, a princesa de Lambelle. Todos os tr\u00eas morreram no Reino de Terror. Maria Antonieta guilhotinada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O pr\u00f3ximo dono foi Francis Beaulieu. Depois que este morreu de fome na pris\u00e3o, n\u00e3o se teve not\u00edcias do diamante azul por v\u00e1rios anos, at\u00e9 aparecer repentinamente no mercado de joias quando foi adquirido pelo banqueiro Thomas Hope por 90 mil d\u00f3lares. O diamante parece ter ficado inativo enquanto Thomas Hope era o propriet\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Seu pr\u00f3ximo dono foi um joalheiro de Nova Iorque, Samuel Frankel, mas este n\u00e3o teve muita sorte. Logo que se tornou o dono do diamante, sua empresa come\u00e7ou a ter problemas e foi a bancarrota. Antes de falir, decidiu vender o diamante para Colin Broku. Mesmo tendo vendido o diamante para o pr\u00edncipe Kanitovsky, n\u00e3o escapou da maldi\u00e7\u00e3o; ficou louco e se suicidou logo que recebeu o dinheiro. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O pr\u00edncipe Kanitovsky deu o Diamante da Esperan\u00e7a \u00e0 sua noiva, uma linda mulher, atriz no Folies Berg\u00e9geres.\u00a0 Na noite em que um novo show era apresentado ela se apresentou com o diamante pendurado ao peito \u2013 que valia mais que o teatro e todas as joias ali usadas \u2013 ostentando orgulho e desprezo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O grande triunfo de Lorena Laduc chegou logo ao fim. Enquanto os holofotes despejavam seu facho de luz sobre ela, seu amante, que estava sentado num balc\u00e3o superior atirou nela matando-a na hora. Foi uma atitude irracional, um assassinato sem motivo algum num momento de loucura do pr\u00edncipe. Dois dias depois da morte de Lorena, e antes que todos suspeitassem do pr\u00edncipe, um grupo de terroristas russos invadiu a casa dele e o matou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O diamante foi adquirido por Montarides, um grego. Pouco tempo depois de adquiri-lo, ele, sua esposa e filhos foram capturados por uma brigada policial e atirados de um precip\u00edcio. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Durante bom tempo n\u00e3o se soube por onde andava o Diamante Azul. \u00c9 visto tempos depois decorando o decote de Salma Zubata, a francesa favorita do ex-sult\u00e3o Abdul-Hamid. Ele comprou o diamante e a presenteou. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A maldi\u00e7\u00e3o da joia j\u00e1 andava fazendo estragos antes de cair nas m\u00e3os do Sult\u00e3o. O Sult\u00e3o a enviou a um joalheiro, Abu Sabir para ser polido. Abu jurou que o diamante nunca chegara \u00e0s suas m\u00e3os e foi colocado na pris\u00e3o, at\u00e9 que seus sentidos voltaram ao normal. Enquanto isso foi encontrado nas m\u00e3os de um carcereiro. Este morreu misteriosamente estrangulado. Parece que n\u00e3o conseguiram um lugar seguro para guard\u00e1-lo, porque um eunuco o roubou. Mas o roubo foi descoberto, o ladr\u00e3o preso, e sumariamente enforcado em Constantinopla num poste de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Depois desse interl\u00fadio sanguinolento o diamante azul retornou \u00e0s m\u00e3os do Sult\u00e3o que o presenteou a Salma. N\u00e3o tardou para que ela fosse morta pelo Sult\u00e3o, quando um grupo pol\u00edtico de turcos irrompeu o pal\u00e1cio. Possivelmente o Sult\u00e3o fez isso para livr\u00e1-la de morte pior nas m\u00e3os dos invasores. Os jovens turcos levaram o diamante com eles e o venderam a Mr. Habib, que morreu afogado logo depois em Singapura. O sult\u00e3o conseguiu escapar vivo de sua propriedade, perdeu seu diamante e foi deposto de seu reino por um compl\u00f4 policial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Em 1911, Edward McLean, dono do Washington <i>Post<\/i> comprou o Diamante Azul de Cartier, o famoso joalheiro franc\u00eas por 260 mil d\u00f3lares. Sua esposa que conhecia a hist\u00f3ria da j\u00f3ia e os estragos que fazia, contrariou tanto a compra que o marido teve de devolv\u00ea-lo. Carter acionou McLean na justi\u00e7a que concordou em devolver o diamante por 180 mil d\u00f3lares em Janeiro de 1912. Ele o fez contrariado. Em seguida a m\u00e3e de McLean morreu de pneumonia. E este foi apenas o come\u00e7o das maldi\u00e7\u00f5es na fam\u00edlia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O dono do Washington <i>Post<\/i> tinha um menino de dois ou tr\u00eas anos de idade, Vinson, quando adquiriu o Diamante da Esperan\u00e7a. O menino era o \u00fanico herdeiro dos dois lados da fam\u00edlia para herdar a fortuna de McLean ou a fortuna dos Walshes (por parte de m\u00e3e) que inclu\u00edam as minas de ouro de Camp Bird, uma das mais ricas do Colorado. Sem saber que era herdeiro de tanta fortuna o menino era riqu\u00edssimo, e j\u00e1 era herdeiro de propriedades de um tio por parte de m\u00e3e que morrera num acidente de carro. A fortuna do menino Vinson estava estimada naquele ano em 150 milh\u00f5es de d\u00f3lares, e o menino come\u00e7ou a ficar conhecido como \u201ca crian\u00e7a mais rica do mundo\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Todas as medidas de seguran\u00e7a foram tomadas para que o menino crescesse sem sofrer dano algum, e a crian\u00e7a ficou incomodada com tantas restri\u00e7\u00f5es. S\u00f3 sa\u00eda de casa cercado por seguran\u00e7as e as casas onde morava tinha cercas de ferro limitando o espa\u00e7o do menino \u2013 coisa incomum naquele tempo nos Estados Unidos da Am\u00e9rica. Um dia, no entanto, ele saiu para fora do p\u00e1tio, e brincava pr\u00f3ximo ao port\u00e3o de entrada da mans\u00e3o quando um carro desgovernado, dirigido por uma mulher atingiu o menino de milh\u00f5es de d\u00f3lares. Ele ficou t\u00e3o ferido que morreu algumas horas depois. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Existe ou existiu outro diamante da mesma qualidade e id\u00eantico ao Diamante da Esperan\u00e7a. O especialista em joias, Edward Streeter que o examinou acreditava que aquele diamante fora cortado do Diamante da Esperan\u00e7a por Tavernier. E este possu\u00eda uma maldi\u00e7\u00e3o semelhante cuja trajet\u00f3ria de mortes foi id\u00eantica. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A pequena gema ficou conhecida como Diamante Gota Azul de Brunswick e desde que a fam\u00edlia Brunswick o adquiriu, trag\u00e9dias e mais trag\u00e9dias ocorreram na fam\u00edlia. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A primeira seta alcan\u00e7ou o Duque Willian Charles Ferdinand que morreu violentamente na batalha de Jena em 1806. Logo depois morreu o herdeiro. Seu segundo filho abdicou do reino. Frederik Willian, o pr\u00f3ximo na linha de sucess\u00e3o foi morto em Quatre-Bras. O Duque de Cumberland, que se tornou Duque de Brunswick, quando seu parente Duque Willian morreu em 1884 e perdeu seu herdeiro num acidente de carro, foi o pr\u00f3ximo. O segundo filho, a quem ele solicitara assumisse o trono em Outubro de 1912 casou-se com a \u00fanica filha do Kaiser alem\u00e3o. Depois da guerra de 1914-1918 (Primeira Grande Guerra), as terras foram anexadas \u00e0 Rep\u00fablica Alem\u00e3, e a casa dos Brunswick desapareceu na hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><b>O poder da palavra de maldi\u00e7\u00e3o<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A prova de que as palavras t\u00eam poder e podem impregnar um objeto dando-lhe poder e influ\u00eancia sobre coisas do n\u00edvel material foi-me fornecida por Gerald Yorke o erudito em quest\u00f5es orientais e pesquisador do ocultismo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Depois da morte de Aleister Crowley, a quem Gerald Yorke conhecia muito bem e nutria por ele grande respeito por suas qualidades na magia e nas artes ocultas, um homem que tinha sido amigo de Crowley quinze anos antes trouxe a Gerald Yorke uma cole\u00e7\u00e3o de livros com f\u00f3rmulas m\u00e1gicas. Yorke sabia que Aleister Crowley havia deixado em vida a cole\u00e7\u00e3o de livros com f\u00f3rmulas m\u00e1gicas para ser entregue a um museu, e amea\u00e7ou quem os retivesse para si. Mas, este antigo amigo de Crowley tinha uma sina em possu\u00ed-los e n\u00e3o deu ouvidos \u00e0s palavras de Gerald Yorke.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ele se apossou dos livros com f\u00f3rmulas de magias \u2013 mas pagou um alto pre\u00e7o. Uma doen\u00e7a obscura, que n\u00e3o p\u00f4de ser diagnosticada acometeu seu corpo, e nenhum tratamento deu certo. Ele aos poucos foi ficando pior. Enfim, vendo que ia morrer decidiu que os documentos deveriam ser enviados para o museu escolhido por Alex Crowley antes de falecer. Entregou-os a Mr. Yorker que se encarregou de arrumar um jeito de deix\u00e1-lo no museu. Mr. Yorker me relatou que enquanto os livros de magia estiveram na casa dele \u2013 antes de serem entregues ao museu \u2013 sua esposa que nunca tivera um problema de sa\u00fade, come\u00e7ou a passar mal com fortes dores no pesco\u00e7o, que desapareceu logo que os livros foram deixados no museu. Da mesma forma, o homem que estava quase morrendo, depois que se viu livre dos livros ficou curado. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #000000;\">A maldi\u00e7\u00e3o do trompete<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A famosa casa de leil\u00e3o de Londres, Christie que costuma leiloar objetos de arte e de antiguidades, n\u00e3o seria um lugar ideal para maldi\u00e7\u00f5es. Mas, uma maldi\u00e7\u00e3o proferida antes da venda do trompete de Charles II ocorreu em Outubro de 1967. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O trompete, conhecido como Luck de Woodsome Hall, conforme a tradi\u00e7\u00e3o s\u00f3 poderia ser tocado em ocasi\u00f5es especiais, do contr\u00e1rio as desgra\u00e7as viriam sobre a pessoa. Dois donos que n\u00e3o sabiam da maldi\u00e7\u00e3o n\u00e3o viveram muito tempo depois de adquiri-lo. Um morreu numa empreitada de ca\u00e7a e o outro se suicidou. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Os leiloeiros da Christie, n\u00e3o ligaram para o que diziam da maldi\u00e7\u00e3o e pediram que o music\u00f3logo Eric Halfpenny tirasse do trompete um som especial antes que o trompete fosse a leil\u00e3o. O trompete foi adquirido por Michael Dalgleish que o presenteou ao seu filho de 13 anos que n\u00e3o sabia dos termos de uso do trompete.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #000000;\">Maldi\u00e7\u00f5es familiares<\/span><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As maldi\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas sobre uma fam\u00edlia inteira, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o parece hoje coisa do passado. Hoje existem poucos exemplos; quem sabe o manto das maldi\u00e7\u00f5es pertencia \u00e0s velhas e ricas mans\u00f5es do passado. E, em alguns casos as maldi\u00e7\u00f5es se cumpriram levando fam\u00edlias inteiras a desaparecerem da hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Por exemplo, a linha geneal\u00f3gica direta dos Sheridans desapareceu para sempre. A maldi\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada sobre a fam\u00edlia de que o herdeiro nunca tomaria posse, e que morreria sempre ao redor dos vinte e um anos de idade, cumpriu-se em cada gera\u00e7\u00e3o. Quando o escultor Clare Frewen, primo de Winston Churchill se casou com uma Sheridan, quem (como segundo filho) se tornou chefe da fam\u00edlia, nasceu-lhe um menino. Este era o herdeiro, e n\u00e3o haveria outro porque o esposo faleceu na guerra de 1914. Se a maldi\u00e7\u00e3o se cumprisse a linhagem desapareceria. A data crucial, o dia em que fez 21 anos de idade chegou e nada aconteceu. O mo\u00e7o continuou vivo. Talvez a maldi\u00e7\u00e3o tivesse chegado ao fim. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&#8230; Algumas semanas depois de alcan\u00e7ar a maioridade, o filho de Clare Sheridan fazia um tour pela Europa quando pegou uma pneumonia e morreu.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A linhagem dos Derwentwater sobre quem uma maldi\u00e7\u00e3o foi lan\u00e7ada desapareceu completamente da hist\u00f3ria. Um sinal de alerta viria, dizia uma antiga profecia, quando o cumprimento da maldi\u00e7\u00e3o estivesse para acontecer. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Quando uma filha de pl\u00e1tano verde se tornar avermelhada<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O \u00faltimo homem morrer\u00e1 em sua cama sangrenta<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A raposa e a coruja habitar\u00e3o nos casar\u00f5es,<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O morcego e a aranha subir\u00e3o pelas paredes,<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As terras de sua casa m\u00e3os fortes a tomar\u00e3o<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">E o nome de sua ra\u00e7a ser\u00e1 extinto para sempre.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Os Derwentwaters eram uma fam\u00edlia cat\u00f3lica. Tiago, o \u00faltimo homem, foi pressionado por seus correligion\u00e1rios a fazer parte da rebeli\u00e3o dos jacobinos contra o rei George I. Mas, ele n\u00e3o queria de maneira alguma se envolver. Finalmente, contra a vontade aderiu aos insurgentes. Dizem que ele tomou a decis\u00e3o quando cavalgava por suas terras. Parou onde estava junto a um c\u00f3rrego chamado \u00c1guas do Diabo. Olhando pra cima, ele viu entre a ramagem verde de um pl\u00e1tano uma prematura folha vermelha.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Tiago e seu irm\u00e3o mais novo Charles lutaram ao lado dos jacobinos em Preston e ambos foram capturados pelo General Henry Lumley, comandante das for\u00e7as do rei. Tiago foi enviado para a torre Devereux na torre de Londres. Nove dias depois, em seu julgamento, ele se considerou culpado da insurrei\u00e7\u00e3o, e suplicou que seus colegas inexperientes tamb\u00e9m se considerassem culpados e pedissem clem\u00eancia ao rei. Pra ele n\u00e3o houve clem\u00eancia: Foi condenado \u00e0 morte.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">In\u00fameros apelos foram enviados ao rei pedindo clem\u00eancia a Tiago Derwentwater. Tr\u00eas de seus colegas de pris\u00e3o foram soltos, mas George I influenciado por Robert Walpole, que dizem haver oferecido sessenta mil libras pela captura de Tiago, n\u00e3o quis poup\u00e1-lo. Tiago (James) Radcliffe, Lord Derwentwater teve a cabe\u00e7a decepada na torre Hill no dia 24 de fevereiro de 1716. Tinha vinte e sete anos de idade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Seu irm\u00e3o mais novo, Charles, que nascera em 5 de setembro de 1693 foi tamb\u00e9m sentenciado a morte. Ficou preso em Newgate. Este iria ser perdoado, mas, na primeira oportunidade fugiu da pris\u00e3o com outros treze prisioneiros. Conseguiu alcan\u00e7ar o continente e se uniu \u00e0 fam\u00edlia Stuart, e durante algum tempo foi secret\u00e1rio do Pr\u00edncipe Charles Edward. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Em 1724 se casou com Charlotte, a rica vi\u00fava de Thomas Clifford. Antes e depois de seu casamento Charles saiu e entrou na Inglaterra secretamente sem ser descoberto, at\u00e9 que em 1745 foi preso em Dogger Bank num navio franc\u00eas que levava armas para Young Chevalier. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0Levado para a Torre de Londres foi condenado \u00e0 morte conforme a senten\u00e7a anterior. Charles Radcliffe o \u00faltimo na linhagem foi decapitado em 8 de dezembro de 1746. Aquele dia a maldi\u00e7\u00e3o se cumpriu: \u201cE o nome de sua ra\u00e7a ser\u00e1 extinto para sempre\u201d. E a profecia da cigana se cumpriu. Ao ler a m\u00e3o de Charles quando ele era ainda mo\u00e7o de quinze ou dezesseis anos, ela lhe disse que tudo o que via nele era um machado cheio de sangue, com a L\u00e2mina caindo sobre ele.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">Extra\u00eddo de \u201cThey Foresaw the Future\u201d, por Justine Glass<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tradu\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o A. de Souza Filho do cap\u00edtulo doze: Maldi\u00e7\u00f5es Cumpridas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quinze s\u00e9culos antes do nascimento de Cristo, um dos maiores fil\u00f3sofos hindus, disse: \u201cSe uma pessoa tem f\u00e9 em que pode ser aben\u00e7oada, tamb\u00e9m acreditar\u00e1 que poder\u00e1 ser amaldi\u00e7oada\u201d. 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