{"id":1374,"date":"2011-03-09T17:21:02","date_gmt":"2011-03-09T19:21:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pastorjoao.com.br\/123\/?p=1374"},"modified":"2011-03-14T16:24:28","modified_gmt":"2011-03-14T18:24:28","slug":"maldicoes-cumpridas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pastorjoaodesouza.com.br\/123\/?p=1374","title":{"rendered":"Maldi\u00e7\u00f5es cumpridas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Quinze s\u00e9culos antes de Cristo, um dos maiores fil\u00f3sofos hindus disse: \u201cEnquanto os homens tiverem f\u00e9 nas b\u00ean\u00e7\u00e3os, certamente crer\u00e3o tamb\u00e9m em maldi\u00e7\u00f5es\u201d. Em outras palavras, se uma for\u00e7a existe, ela pode ser usada construtivamente ou destrutivamente, conforme o prop\u00f3sito de quem a opera.\u00a0 Se existem b\u00ean\u00e7\u00e3os, ent\u00e3o existem tamb\u00e9m maldi\u00e7\u00f5es. O poder ativo ser\u00e1 necessariamente o mesmo em ambos os casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maldi\u00e7\u00f5es e b\u00ean\u00e7\u00e3os, \u00e9 claro, eram coisas inquestion\u00e1veis durante muitos s\u00e9culos. A ci\u00eancia moderna afirma que somente os ignorantes e supersticiosos d\u00e3o cr\u00e9dito a essas id\u00e9ias que persistem existir desde tempos remotos. Ultimamente com as descobertas da ci\u00eancia e do conhecimento do poder da mente, alguns cientistas admitem que, concentrando-se tais for\u00e7as, impregnadas com \u00f3dio ou com amor, seria poss\u00edvel transferir para um objeto uma influ\u00eancia boa ou m\u00e1, da mesma forma como uma pe\u00e7a de a\u00e7o reage ao magnetismo. A vontade humana, sendo o maior de todos os magnetismos, ao ser usada conforme\u00a0 a lei que a governa, poder\u00e1 atrair as condi\u00e7\u00f5es construtivas ou destrutivas com repercuss\u00f5es no espa\u00e7o f\u00edsico \u2013 no corpo de uma pessoa. Esta \u00e9 uma teoria baseada no conhecimento de que todas as formas de mat\u00e9ria, como as rochas, a terra e at\u00e9 o corpo humano s\u00e3o feitos de \u00e1tomos, que vibram num ritmo predeterminado e, sendo dirigidos por um tipo de intelig\u00eancia \u2013 uma intelig\u00eancia que os adeptos do passado e de uma mente treinada hoje podem conduzir com um prop\u00f3sito definido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem sabe isto soe como uma lenda \u00e0s pessoas que n\u00e3o aceitam como normal uma ideia nova. Como bem expressou o falecido qu\u00edmico Sir Willian Crookers numa palestra em que tratava das novas e inacredit\u00e1veis teorias da composi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria: \u201cSenhores, o que vou dizer a voc\u00eas soar\u00e1 aos seus ouvidos como uma impossibilidade de acordo com as leis estabelecidas da natureza. No entanto, \u00e9 verdadeiro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim acontece tamb\u00e9m com as maldi\u00e7\u00f5es. Existem provas substanciais para demonstrar que \u201cesta impossibilidade de acordo com as leis estabelecidas da natureza\u201d \u00e9 uma realidade. Podemos neg\u00e1-la; podemos achar que tudo n\u00e3o passa de coincid\u00eancias, n\u00e3o uma maldi\u00e7\u00e3o. Em primeiro lugar, nem todas as evid\u00eancias s\u00e3o falsas; em segundo, seria mais que coincid\u00eancia se todos os acontecimentos em todos os casos fossem coincidentes. Quanto a nega\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz das recentes descobertas das misteriosas descobertas do poder da mente, as palavras de Schopenhauer parecem sintetizar a situa\u00e7\u00e3o: \u201cO fato de voc\u00ea negar (alguma coisa) n\u00e3o significa que voc\u00ea seja pessoa de superior intelig\u00eancia; apenas prova que voc\u00ea ignora as \u00faltimas aquisi\u00e7\u00f5es do conhecimento\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os eg\u00edpcios eram mestres na arte da maldi\u00e7\u00e3o. O ritual conhecido como \u201camarra\u00e7\u00e3o\u201d, era representado na linguagem ideogr\u00e1fica eg\u00edpcia com o desenho de um n\u00f3 numa corda, e representada tamb\u00e9m pela palavra na forma de um mantra repetitivo ou afirmativo, o que criava a condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria que conectava ou fazia o link com um objeto ou com uma pessoa. A palavra era \u2013 e ainda \u00e9 \u2013 considerada um dos mais importantes fatores da magia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As duas maiores fontes do poder da maldi\u00e7\u00e3o eram a associa\u00e7\u00e3o do sentido da palavra com o seu som ou com a vibra\u00e7\u00e3o da fala. A palavra tinha de ser proferida num certo tom, chamado de Ma-Khru, ou voz perfeita, a palavra da verdade, que liberava a for\u00e7a da vibra\u00e7\u00e3o do poder criativo ou destrutivo nela contido. As palavras de poder que faziam parte do mist\u00e9rio profundo do ensinamento te\u00fargico, eram formadas no Egito com a combina\u00e7\u00e3o de letras ideogr\u00e1ficas, aprendidas quando o sistema fon\u00e9tico gramatical da escrita era desenvolvido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maldi\u00e7\u00e3o invocada para a prote\u00e7\u00e3o de uma m\u00famia parece que existia fortemente no Egito antigo, pois os eg\u00edpcios criam literalmente na ressurrei\u00e7\u00e3o do corpo f\u00edsico. Os eg\u00edpcios acreditavam que na pr\u00f3xima encarna\u00e7\u00e3o se utilizariam dos mesmos \u00e1tomos e el\u00e9trons, inda que essas palavras, obviamente n\u00e3o eram as que eles usavam. Sir Ernest Wallis Budge menciona que algo estava escrito no <em>Livro dos Mortos<\/em> e do ritual (maldi\u00e7\u00e3o) para proteger a m\u00famia caso esta fosse removida da regi\u00e3o do Nilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que quando o corpo era depositado em seu lugar de descanso na tumba, o sacerdote pronunciava certas palavras, f\u00f3rmulas ou ora\u00e7\u00f5es sobre o corpo, e \u00e9 prov\u00e1vel que a recita\u00e7\u00e3o dessas palavras acompanhadas pela realiza\u00e7\u00e3o de certas cerim\u00f4nias&#8230; temos o direito de supor de que eram palavras dirigidas ao Deus dos deuses da comunidade a favor do morto, e que as palavras continham s\u00faplicas pelo bem-estar do finado no mundo al\u00e9m-t\u00famulo&#8230; certas por\u00e7\u00f5es de textos que foram incorporadas em obras religiosas em per\u00edodos recentes mostram que a vida que o eg\u00edpcio esperava viver depois da morte era similar a mesma vida que tinha na terra, e est\u00e1 claro de que o eg\u00edpcio pensava que a preserva\u00e7\u00e3o natural e material do corpo estivesse em condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a obten\u00e7\u00e3o dessa vida.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem todos os corpos de m\u00famias eram protegidos com este ritual. Existem m\u00famias em v\u00e1rias partes do mundo, no entanto n\u00e3o existem not\u00edcias de um alto \u00edndice de mortalidade entre os arque\u00f3logos, mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que mortes repentinas de alguns desses homens jamais foram noticiadas pela imprensa. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m que os rituais de alguns desses sacerdotes n\u00e3o tenham sido eficientes e deixaram de funcionar. Al\u00e9m de obter conhecimento, para poderem rogar uma praga \u00e9 essencial, para poder elevar a consci\u00eancia a um alto pico, estar inflamado, como disse Abramelin, o mago: \u201cInflame-se em ora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em alguns casos, o ritual da amarra\u00e7\u00e3o parece ter sido eficaz. A morte de Lord Carnavon depois de abrir a tumba do Fara\u00f3 Tutanc\u00e2mon foi repentina e dram\u00e1tica, o que \u00e9 l\u00f3gico. O poder da maldi\u00e7\u00e3o estava dirigido diretamente contra ele como organizador e l\u00edder do projeto, e um ou dois de seus colegas tamb\u00e9m morreram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tampa de vidro grosso que cobre a m\u00famia no Museu Brit\u00e2nico j\u00e1 por duas vezes foi despeda\u00e7ada, sem causa aparente, conforme escreveu um cientista de renome e escritor. Isto teria acontecido ao redor de 1920. A m\u00famia, ao que parece, n\u00e3o est\u00e1 muito ativa desde ent\u00e3o. Claro, as autoridades do museu oficialmente nada sabem sobre estes casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um egipt\u00f3logo muito chegado \u00e0 nossa fam\u00edlia tamb\u00e9m foi alvo da maldi\u00e7\u00e3o da m\u00famia. Esta pessoa tirou a tampa da tumba de um famoso Fara\u00f3 \u2013 esqueci de qual dinastia. Ele obteve permiss\u00e3o para levar a m\u00famia para a Inglaterra, mas, por alguma raz\u00e3o decidiu de que queria apenas a cabe\u00e7a \u2013 apesar das advert\u00eancias dos papiros encontrados dentro da tumba de que a pessoa que mutilasse a m\u00famia, morreria tamb\u00e9m com a mutila\u00e7\u00e3o do membro em seu corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor que achava que as maldi\u00e7\u00f5es eram lendas da carochinha, levou a cabe\u00e7a da m\u00famia para a Inglaterra \u2013 e a partir da\u00ed come\u00e7aram a acontecer coisas terr\u00edveis dentro de sua casa. A cabe\u00e7a o acompanhou na viagem para inspecionar sua planta\u00e7\u00e3o de cana de a\u00e7\u00facar que ele tinha nas \u00cdndias Ocidentais. Ele era um bom empregador, e seus empregados n\u00e3o reclamavam dele, no entanto, certo dia em que ele cavalgava pela propriedade, um grupo de empregados o derrubou do cavalo, e bateram na cabe\u00e7a dele com correntes. Um de seus filhos teve um acidente de moto e ficou seriamente machucado. Seu filho mais jovem caiu da janela batendo com a cabe\u00e7a num vidro, se machucou bastante, mas n\u00e3o morreu. O desastre acompanhou a fam\u00edlia por tanto tempo que a vi\u00fava do professor enviou a cabe\u00e7a da m\u00famia de volta pro Egito. Depois disso cessaram as maldi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para n\u00f3s que conhecemos o Egito antigo tal como eles no passado, a maldi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma arte perdida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e1quinas foram tamb\u00e9m objeto de maldi\u00e7\u00e3o, bem como monumentos de cera em museus, imagens de pessoas, s\u00edmbolos etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A maldi\u00e7\u00e3o do carro vermelho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autom\u00f3vel vermelho forte no qual o arque-duque Franz Ferdinand e sua esposa foram assassinados em Sarajevo em junho de 1914 carregava consigo uma maldi\u00e7\u00e3o, se bem que ningu\u00e9m sabe quem pronunciou tal maldi\u00e7\u00e3o e por que.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os assassinatos intrigaram a Primeira Grande Guerra. Uma semana depois do come\u00e7o da guerra, o comandante da Quinta Corpora\u00e7\u00e3o Austr\u00edaca, General Oscar Potiorek cercou a casa do governador de Sarajevo em cuja garagem estava guardado o carro vermelho. Vinte e um dias depois que o general pegou o carro da garagem do governador, ele foi derrotado de maneira catastr\u00f3fica em Valjevo, e ali foi afastado do comando da tropa. Enviado de volta a Viena, caiu em desgra\u00e7a, viveu na pobreza, ficou louco e morreu numa casa de amparo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um capit\u00e3o que havia servido com Potiorek foi o pr\u00f3ximo propriet\u00e1rio do opulento carro vermelho. Nove dias depois, enquanto dirigia por uma estradinha do interior, Potiorek atropelou dois agricultores \u00e0 beira da estrada, desgovernado bateu numa \u00e1rvore, rebentou com o carro, e o tiraram morto do meio das ferragens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O carro foi consertado. Depois da guerra o novo governador da Iugosl\u00e1via tornou-se propriet\u00e1rio do carro vermelho. Em quatro meses ele se envolveu em quatro acidentes e num deles perdeu seu bra\u00e7o direito. Ele ordenou que o carro fosse destru\u00eddo, mas foi persuadido a vend\u00ea-lo para o Dr. Srkis, que, intrigado, queria possuir um carro com tanta hist\u00f3ria. Ele afirmou que n\u00e3o acreditava que o carro tivesse uma maldi\u00e7\u00e3o. A m\u00e1 reputa\u00e7\u00e3o estava numa s\u00e9rie de coincid\u00eancias tr\u00e1gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante seis meses ia tudo bem. At\u00e9 que, certo dia o carro e seu motorista foram encontrados ao lado de uma rodovia. O carro havia capotado, estava de rodas pro ar, mas n\u00e3o ficou muito amassado. Ao lado estava o corpo do Dr. Srkis. Ele morreu esmagado, quando o carro virou sobre ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O carro, ent\u00e3o, foi vendido a um rico joalheiro, que o dirigiu durante um ano sem qualquer incidente, e ent\u00e3o o joalheiro se suicidou. Outro m\u00e9dico o comprou, mas antes que lhe acontecesse alguma coisa, ele vendeu o carro, porque seus pacientes, sabendo da maldi\u00e7\u00e3o do carro vermelho come\u00e7aram a abandonar sua cl\u00ednica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu pr\u00f3ximo propriet\u00e1rio foi um automobilista su\u00ed\u00e7o, que usou o carro para competir numa corrida em Dolomite, e durante a corrida o carro se desgovernou e saiu da pista. Bateu num muro de pedra e seu motorista foi atirado pra fora do ve\u00edculo e morreu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um abastado fazendeiro de Sarajevo adquiriu o ve\u00edculo, o recuperou e o dirigiu por v\u00e1rios meses. Certa manh\u00e3 o carro engui\u00e7ou, e, como ningu\u00e9m conseguia faz\u00ea-lo pegar, o fazendeiro persuadiu o dono de um carro que passava pelo local para rebocar seu carro at\u00e9 a cidade. Logo que sa\u00edram, o carro voltou a funcionar repentinamente, e saltando pra frente rompeu a corda que o puxava. Desgovernou-se pela estrada a fora, deu um cavalo de pau e o fazendeiro foi jogado pra fora do carro, e morreu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Demolido como estava, o dono de uma garagem Tibor Hirshfeld, o comprou, remodelou-o, mudou a cor de vermelho para azul e come\u00e7ou a dirigi-lo pela cidade. Certo dia, quando levava seis amigos para a uma festa de casamento, ele bateu noutro autom\u00f3vel, e Tibor Hirshfeld e quatro de seus amigos morreram no acidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, ent\u00e3o, o governo da \u00c1ustria, talvez por associar o carro ao Arque-duque Franz Ferdinand o adquiriu, remodelou-o e o colocou num museu de Viena, onde se esperava que n\u00e3o causasse mais nenhuma morte. Afinal, catorze pessoas morreram por causa deste carro. Havia sido tamb\u00e9m um dos motivos da Primeira Grande Guerra e numa guerra foi tamb\u00e9m destru\u00eddo. Uma bomba do ex\u00e9rcito aliado foi lan\u00e7ada sobre o museu de Viena onde estava o carro, e a maldi\u00e7\u00e3o, finalmente foi exorcizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outro caso<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim da d\u00e9cada de 1940 houve uma campanha na ilha da Sic\u00edlia pela captura de Salvator Giuliaro. Ele era o maior bandido dos tempos modernos, chefe de uma organiza\u00e7\u00e3o que queria a independ\u00eancia da Sic\u00edlia, praticamente o seu rei. Prender Giuliano vivo ou morto era a prioridade das autoridades, mas, de alguma forma nem a pol\u00edcia federal, o servi\u00e7o secreto, os carabineris ou os soldados das for\u00e7as armadas conseguiram prend\u00ea-lo. Tudo o que conseguiam era algum infort\u00fanio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi ent\u00e3o que o jovem Giuliano, com apenas 28 anos foi encontrado morto, cravado de balas. Ningu\u00e9m sabia como isto aconteceu nem quem o matou; ningu\u00e9m pediu a recompensa pela morte dele. Sua m\u00e3e, beijando os ferimentos do filho disse: \u201cMeus l\u00e1bios&#8230; eles te tra\u00edram\u201d. E amaldi\u00e7oou os traidores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde Gaspare Piscotta, velho amigo de Giuliano foi preso sob a acusa\u00e7\u00e3o de o haver matado e por outros crimes. No dia 9 de fevereiro de 1954 enquanto aguardava julgamento na pris\u00e3o, Piscotta come\u00e7ou a gritar agonizante. Dentro de uma hora estava morto. N\u00e3o encontraram nele a causa da morte. Tr\u00eas semanas depois, oito pessoas que eram suspeitas de ter tra\u00eddo a Giuliano ficaram terrivelmente doentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme os c\u00f3digos primitivos da Sic\u00edlia esta era a prova de sua culpa. Uma maldi\u00e7\u00e3o, s\u00f3 funciona corretamente se tiver uma base justa. Ao destruir ou causar danos numa pessoa, aquela pessoa deve ser culpada do crime, por isso a maldi\u00e7\u00e3o a alcan\u00e7ou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O fim de uma dinastia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dinastia dos Hapsburg foi amaldi\u00e7oada duas vezes \u2013 poderia se afirmar, com justa raz\u00e3o \u2013 por um padre h\u00fangaro, quando a Hungria era parte do imp\u00e9rio austro-h\u00fangaro e pela condessa Karoliy da Hungria cujo filho foi morto numa das revoltas contra os invasores. O imperador Franz Josef foi amaldi\u00e7oado por ambos, porque foi ele que ordenou a revolta da Hungria e a morte do filho da condessa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sofrendo a agonia da morte de seu filho (emo\u00e7\u00e3o \u00e9 algo essencial para uma maldi\u00e7\u00e3o funcionar), a condessa gritou: \u201cQue o c\u00e9u e o inferno caiam sobre Franz afetando sua felicidade. Que sua fam\u00edlia seja exterminada. Que ele seja esmagado por aquelas pessoas que ele mais ama. Que sua vida se torne um desastre, e que seus filhos experimentem a ru\u00edna\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma por uma as maldi\u00e7\u00f5es se cumpriram. Maximiliano, irm\u00e3o do Imperador, um homem considerado fraco que fizera parte da mal-sucedida investida contra o M\u00e9xico pela mediocridade de Napole\u00e3o III da Fran\u00e7a, foi morto por uma esquadra revolucion\u00e1ria no M\u00e9xico. Em Roma, quando sua esposa Carlota soube do que acontecera, para onde fora a fim de suplicar ao Papa a favor de seu esposo, ficou louca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Franz Jos\u00e9f se casou com uma linda mo\u00e7a e, ao que parece vivia feliz. Mas eram de temperamentos opostos, e logo come\u00e7aram a divergir. Dizem que Elizabete come\u00e7ou a ter amantes e havia rumores de que ela era uma psic\u00f3tica. O imperador tinha um car\u00e1ter terr\u00edvel e come\u00e7ou a alienar-se da esposa e de seu filho Rudolph, pr\u00edncipe regente. Ele achava que seu filho era um irrespons\u00e1vel, e por isso brigavam muito. Mais tarde se tornaram inimigos, e Rodolph se tornou um playboy. Come\u00e7aram a surgir esc\u00e2ndalos sobre ele, e o pior esc\u00e2ndalo foi quando ele foi encontrado morto com sua amante, a baronesa Maria Vetsera, numa cabana de ca\u00e7a em Mayerling.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da morte do filho Elizabete ficou doente, e depois que se recuperou passou a viver em reclus\u00e3o. Mais tarde, passou a vagar viajando constantemente para fora da \u00c1ustria. Quando visitava Genebra em 1898, ao sair da hotel para pegar um barco a vapor, foi assassinada por um anarquista e morreu algumas horas depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trag\u00e9dias se sucederam na fam\u00edlia de Franz Jos\u00e9f. Sofie, a duquesa de Alen\u00e7on foi morta queimada em Paris. A arqui-duquesa Matilda morreu queimada quando seu vestido de bal\u00e3o pegou fogo. O arque-duque John de Toscana desapareceu em alto mar. O arque-duque Wilhelm Franz Carl morreu ao cair do cavalo; o louco rei Ludwig da Bav\u00e1ria suicidou-se por afogamento. O conde Ludwig de Tirana se suicidou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros parentes se tornaram exc\u00eantricos ou foram v\u00edtimas de compl\u00f4s e passaram por dificuldades. As mulheres que se casaram com Franz Jos\u00e9f foram consideradas indignas de fazerem parte da dinastia dos Hapsburg.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 1914 o herdeiro do imperador e sua esposa foram mortos em Sarajevo por um estudante s\u00e9rvio, Gavrilo Princip. Este foi o come\u00e7o da culmina\u00e7\u00e3o da maldi\u00e7\u00e3o, cujo pico foi a morte de Franz Jos\u00e9f, quando terminou sua vida aos 89 anos de idade, quando uma revolu\u00e7\u00e3o acabou com os remanescentes da fam\u00edlia imperial e a \u00c1ustria se tornou uma rep\u00fablica. E teve fim a dinastia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A maldi\u00e7\u00e3o sobre o rei da Espanha<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Hungria faz parte da lista de maldi\u00e7\u00f5es que destruiu outro rei. Trata-se do rei Alfonso XII da Espanha, que ganhou de presente um lindo anel \u2013 que continha uma maldi\u00e7\u00e3o se fosse tirado da Hungria. No dia de seu casamento Alfonso deu o anel de presente \u00e0 sua noiva, que morreu logo em seguida. Depois, deu o anel de presente a sua cunhada, que tamb\u00e9m morreu logo depois. Alfonso descuidou-se e usou ele mesmo o anel, e dentro de doze meses tamb\u00e9m morreu. O anel foi enviado a uma igreja de Madri para ser exorcizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alfonso sabia da maldi\u00e7\u00e3o e a ignorou, por isso morreu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A maldi\u00e7\u00e3o do diamante azul<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veja a hist\u00f3ria do diamante azul. Era a maior j\u00f3ia que havia no mercado, e um dos mais perfeitos diamantes encontrados, que pesava quarenta e quatro <em>carats<\/em>, (um carat \u00e9 equivalente a 200 miligramas de peso), seu tamanho era de cinco cent\u00edmetros (duas polegadas) por sete oitavas de polegada. Foi retirado da testa de uma est\u00e1tua de Buda, e a maldi\u00e7\u00e3o dizia: \u201cEsta pedra foi consagrada a Deus. O profano que a tocar enfrentar\u00e1 desgra\u00e7as ou morte violenta\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A trilha de crimes, loucura e viol\u00eancia que marcaram a rota do diamante de dono para dono come\u00e7ou quando Jo\u00e3o Batista Tavernier, viajante franc\u00eas e joalheiro, trouxe a pedra consigo do Oriente e a vendeu para Luiz XIV em 1668. Luiz, alegre por ter t\u00e3o lindo diamante recompensou Tavernier com t\u00edtulos de nobreza por haver encontrado tal raridade. Tavernier comprou o territ\u00f3rio de Aubonne, pr\u00f3ximo a Genebra. Depois de um ano de desgra\u00e7as, morreu em Moscou em 1689 completamente pobre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Willen Fals de Amsterdam, contratado por Luiz para cortar a pedra, mal havia come\u00e7ado sua tarefa quando come\u00e7ou sua desgra\u00e7a. Seu neg\u00f3cio, outrora pr\u00f3spero faliu. Seu filho se suicidou, e ele mesmo morreu em completa ru\u00edna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luiz XIV s\u00f3 morreu em 1715 quando praticamente havia destru\u00eddo a Fran\u00e7a. Tanto Luiz quando seu filho mais velho morreram prematuramente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O reinado de Luiz XV <em>Le Bien Aim\u00e9 <\/em>que herdou o diamante azul, foi um reino cheio de desastres, problemas econ\u00f4micos e mis\u00e9ria total do pa\u00eds. Os excessos enfraqueceram o seu reino de tal maneira que quando uma epidemia de sarampo tomou conta do pa\u00eds em 1774, enfraquecido fisicamente contraiu a mol\u00e9stia e morreu naquele ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luiz XVI se tornou o pr\u00f3ximo dono do diamante azul. Era uma das j\u00f3ias favoritas de Maria Antonieta. Ocasionalmente ela o emprestava \u00e0 sua amiga, a princesa Lambelle. Os tr\u00eas morreram durante o Reino de Terror.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome de seu possuidor \u00e9 registrado como Francis Beaulieu. Depois de morrer de fome na pris\u00e3o, n\u00e3o existe rastro do diamante por v\u00e1rios anos, at\u00e9 que reapareceu no mercado e foi adquirido pelo banqueiro Thomas Hope por 90 mil d\u00f3lares. Seu descendente. Lord Francis Hope, depois de uma s\u00e9rie de perdas e trag\u00e9dias, vendeu a j\u00f3ia em 1901.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao que parece o diamante ficou inoperante enquanto esteve nas m\u00e3os de Hope. O pr\u00f3ximo possuidor, o joalheiro nova-iorquino Samuel Frankel, n\u00e3o foi t\u00e3o sortudo. Logo que a j\u00f3ia caiu em suas m\u00e3os, sua empresa entrou em fal\u00eancia. Antes de perder totalmente sua empresa, ele se desfez do diamante para Colin Broku. Ainda que o senhor Broku o tenha vendido imediatamente para o pr\u00edncipe Kanitovsky, n\u00e3o escapou da maldi\u00e7\u00e3o. Ficou louco e se suicidou logo que a venda foi realizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00edncipe Kanitovsky deu o diamante de presente a sua amante, uma linda mo\u00e7a que era atriz no Folies Berg\u00e8res. Na primeira noite, ao fazer a primeira apresenta\u00e7\u00e3o de uma nova pe\u00e7a teatral ela subiu ao palco ostentando no peito o diamante azul com um ar de orgulho. O triunfo de Lorena Laduc foi moment\u00e2neo. Quando o holofote a iluminou, seu amante, que estava sentado numa tribuna de honra atirou no peito dela. O diamante fez mais uma v\u00edtima. Ele nunca foi preso por tal crime. Dois dias depois da morte de Lorena e antes que se suspeitasse do namorado, membros de um partido terrorista da R\u00fassia invadiram sua casa e o esfaquearam at\u00e9 a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diamante foi levado por um grego de nome Montharides. Pouco tempo depois de haver comprado a j\u00f3ia, ele, sua esposa e seus filhos foram capturados por uma brigada e jogados num precip\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante algum tempo n\u00e3o se soube do paradeiro do diamante azul. Foi visto como parte da cole\u00e7\u00e3o de Salma Zubata, e era a pedra favorita do ex-sult\u00e3o Abdul-Hamid de quem foi adquirida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maldi\u00e7\u00e3o do diamante parece ter causado algum estrago antes de parar nas m\u00e3os de Salma. O sult\u00e3o a enviara a um joalheiro, Abu Sabir para ser polido. Quando Abu jurou que a pedra n\u00e3o havia chegado \u00e0s suas m\u00e3os, foi preso durante algum tempo (como louco), at\u00e9 que recobrou os sentidos. Nesse meio tempo o diamante foi encontrado com o guardi\u00e3o da cadeia que morreu misteriosamente por estrangulamento. Muitos cuidados foram tomados para que o diamante n\u00e3o fosse roubado, mas um eunuco conseguiu roub\u00e1-lo. O ladr\u00e3o foi encontrado, preso e sumariamente enforcado num poste de luz de Constantinopla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois deste interl\u00fadio sanguinolento, o diamante retornou ao Sult\u00e3o que o presenteou a Salma. Logo depois ela foi morta a tiros pelo sult\u00e3o quando uma gangue de jovens turcos irrompeu no pal\u00e1cio, possivelmente para livrar Salma da morte. Os jovens turcos se apoderaram da j\u00f3ia e a levaram do pal\u00e1cio. Eles a venderam a um tal de Habib, que se afogou ao largo de Cingapura. O sult\u00e3o escapou de morrer pela maldi\u00e7\u00e3o do diamante, porque perdeu apenas o seu reino de onde foi deposto logo depois de um compl\u00f4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1911 Edward McLean, dono do Washington Post comprou o diamante de Cartier, o famoso joalheiro franc\u00eas por 260 mil d\u00f3lares. Sua esposa, que conhecia a hist\u00f3ria do diamante foi contr\u00e1ria \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o da j\u00f3ia a ponto de levar Edward a cancelar a compra. Carter o acionou judicialmente, e depois o dono do Washington Post concordou em ter o diamante de volta por 180 mil d\u00f3lares em janeiro de 1912, contra a vontade de sua esposa. Logo depois a m\u00e3e dele morreu de pneumonia, e este foi apenas o come\u00e7o da maldi\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os McLean tinham um filho, Vinson, um beb\u00ea de dois ou tr\u00eas meses de idade quando o diamante azul foi por eles adquirido. N\u00e3o havia herdeiros em ambos os lados da fam\u00edlia para herdar a fortuna de McLean que era de valor consider\u00e1vel. Os McLean eram propriet\u00e1rios de jornais e donos do sistema p\u00fablico de transportes de Washington. As riquezas dos Walshes por parte da fam\u00edlia de sua m\u00e3e inclu\u00edam uma mina de ouro de Camp Bird, a mais rica do Colorado. Sem idade para saber, o menino era um dos mais ricos da Am\u00e9rica, com todos os direitos, porque seu tio fora morto num acidente de carro. A riqueza do menino Vinson era estimada em mais de cento e cinq\u00fcenta milh\u00f5es de d\u00f3lares, e era tratado pela imprensa como o menino mais rico do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O menino era cercado de restri\u00e7\u00f5es. N\u00e3o podia se movimentar a qualquer lugar a n\u00e3o ser acompanhado por guardas armados. Nas casas em que vivia, cercas enormes cortavam seus passos impedindo-o de ir al\u00e9m dos limites da propriedade. Mas, certo dia ele estava brincando pr\u00f3ximo a cerca de uma das propriedades quando um carro desgovernado dirigido por uma mulher atingiu o \u201cmenino de milh\u00f5es de d\u00f3lares\u201d que morreu algumas horas depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe ou existiu outro diamante azul, igual em qualidade e cor ao diamante da esperan\u00e7a. O especialista em diamantes Edward Streeter que o examinou, afirmou que havia sido retirado da mesma pedra quando ela foi cortada por Tavernier. Ele possui outra caracter\u00edstica saliente do mesmo diamante azul: Uma maldi\u00e7\u00e3o que opera de forma igual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pequena gema \u00e9 conhecida como o diamante Pingo Azul de Brunswick. Quando chegou \u00e0s m\u00e3os da fam\u00edlia da casa de Brunswick estes come\u00e7aram a experimentar trag\u00e9dias e desastres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira baixa aconteceu quando o duque Willian Charles Ferdinand foi ferido mortalmente na batalha de Jena em 1806. Logo depois, seu herdeiro morreu. Seu segundo filho abdicou do trono. Frederik Willian, o pr\u00f3ximo na linha de sucess\u00e3o foi morto em  Quatre-Bras. O duque de Cumberland, que mais tarde se tornou duque de Brunswick, quando seu companheiro, duque Willian morreu em 1884 perdeu seu herdeiro num acidente. Seu segundo filho para quem deixou o direito ao t\u00edtulo em Outubro de 1912 se casou com a filha \u00fanica do Kaiser alem\u00e3o. Depois da guerra de 1914-18 seu reino foi incorporado a Alemanha. A casa dos Brunswick chegou ao fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alester Crowley, o feiticeiro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro acontecimento que mostra o poder da palavra penetrar um objeto com uma for\u00e7a que pode causar efeitos em pessoas me foi mencionado por Gerald Yorke, o mestre Oriental, pesquisador e especialista em ocultismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da morte, cerca de quinze anos atr\u00e1s de Aleister Crowley (o livro de onde estou tirando essas notas foi publicado em 1969 \u2013 NT), a quem o senhor Yorke conhecia muito bem e que era famoso como grande m\u00e1gico e mestre das artes ocultas, um homem, colega de Crowley trouxe a este meu amigo um livro de f\u00f3rmulas de magia. Yorke, que sabia que Crowley havia deixado este livro de f\u00f3rmulas m\u00e1gicas em seu testamento para ser doado a determinado museu, advertiu quanto a sua aquisi\u00e7\u00e3o. O outro homem, ansioso em possu\u00ed-lo n\u00e3o deu ouvidos as advert\u00eancias de Yorker.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele adquiriu o livro de f\u00f3rmulas de magias, com um b\u00f4nus extra: Pegou uma enfermidade misteriosa, que nenhum m\u00e9dico conseguia diagnosticar e nem curar. Ficou cada vez pior. Finalmente, prestes a morrer, e querendo salvar sua vida enviou o livro de f\u00f3rmulas para o museu especificado por Aleister Crowley. Ele o devolveu ao meu amigo Yorker que providenciou que fosse entregue ao museu em quest\u00e3o. Yorker me contou que enquanto ele estava na casa dessa pessoa, a esposa dele que nunca sofrera de enfermidade alguma come\u00e7ou a ter dores muito fortes no pesco\u00e7o, que desapareceu assim que o livro foi tirado da casa. O mesmo aconteceu com a enfermidade do homem que o havia adquirido. Ficou curado!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O trompete de prata<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na loja Christie, famosa pelos leil\u00f5es de arte, um lugar em que se pode ter ideia do poder financeiro que existe no mundo, as precau\u00e7\u00f5es de uma maldi\u00e7\u00e3o foram levadas a s\u00e9rio antes de se vender a trombeta de prata que pertencera a Charles II. A venda foi em 1967.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A trombeta, conhecida como a Luck de Woodsome Hall, conforme a tradi\u00e7\u00e3o deveria ser tocada apenas em ocasi\u00f5es importantes, caso contr\u00e1rio, a desgra\u00e7a se abateria sobre seu dono. Dois propriet\u00e1rios que ignoraram o alerta n\u00e3o viveram nem tiveram tempo de se arrepender. Um foi morto num acidente durante uma ca\u00e7ada e o outro cometeu suic\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O leiloeiro da loja Christie pediu ao music\u00f3logo Eric Halfpenny para tocar o trompete, na hora do leil\u00e3o, que logo foi vendido a Michael Dalgleish que o adquiriu para dar de presente ao seu filho de treze anos de idade, que n\u00e3o estava disposto a interromper os termos da tradi\u00e7\u00e3o. Ele s\u00f3 tocava o trompete em ocasi\u00f5es especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exemplos de maldi\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada sobre uma fam\u00edlia, de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o eram comuns no passado. Hoje poucos s\u00e3o os exemplos. Quem sabe a sombra das maldi\u00e7\u00f5es operava nos propriet\u00e1rios de grandes terras. Em alguns casos as fam\u00edlias desapareceram totalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A fam\u00edlia Sheridan<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A linha sucess\u00f3ria direta da fam\u00edlia Sheridan, por exemplo, n\u00e3o mais existe. Uma maldi\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada sobre a fam\u00edlia dizia que seus herdeiros nunca viveriam, de que morreriam no dia do vig\u00e9simo primeiro anivers\u00e1rio, o que se cumpriu nas gera\u00e7\u00f5es seguintes. Quando Clare Frewen, prima de Winston Church se casou com um Sheridan, quem (como segundo filho) se tornou o chefe do cl\u00e3, ela, depois do casamento deu \u00e0 luz um menino. Ele era o herdeiro. N\u00e3o haveria um segundo filho porque seu marido morrera na guerra de 1914. Se a maldi\u00e7\u00e3o se cumprisse, a linha sucess\u00f3ria acabaria. A data crucial, o dia de seu anivers\u00e1rio quando faria vinte e um anos de idade, veio e se foi. Ele continuava vivo. Quem sabe, finalmente, a maldi\u00e7\u00e3o terminou. Algumas semanas depois de adquirir sua maioridade, o filho de Clare Sheridan que estava passeando pela Europa, pegou uma pneumonia e morreu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Derwentwater, outra fam\u00edlia que recebera uma palavra de maldi\u00e7\u00e3o de que se exterminaria desapareceu completamente, como se nunca tivesse existido. Um sinal de alerta soaria, dizia a profecia, quando o cumprimento da maldi\u00e7\u00e3o estivesse se aproximando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a folha verde de um carvalho ficar vermelha<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo descendente morrer\u00e1 em sua cama<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A raposa e a coruja habitar\u00e3o nas suas varandas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O morcego e a aranha subir\u00e3o pelas paredes,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suas terras uma m\u00e3o forte prejudicar\u00e1<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o nome de sua ra\u00e7a para sempre desaparecer\u00e1!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia Derwentwaters era cat\u00f3lica. James, o \u00faltimo remanescente foi pressionado por seus co-religiosos a tomar parte da rebeli\u00e3o dos jacobitas contra George I, mas ele n\u00e3o queria nisso se envolver. Por fim se rendeu aos insurgentes. Dizem que tomou essa decis\u00e3o certo dia quando cavalgava por suas terras. Ao tomar a decis\u00e3o esporeou o cavalo e se dirigiu a um local chamado de \u00c1guas do Diabo. Ao olhar para o alto de uma \u00e1rvore coberta por folhas verdes viu uma folha de carvalho avermelhada prematuramente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bob James e seu irm\u00e3o mais novo Charles lutaram com os jacobitas em Preston. Ambos foram feitos prisioneiros pelo General Henry Lumley, comandante das for\u00e7as reais. James foi aprisionado na Torre Devereux na Torre de Londres. Nove dias depois, em seu julgamento, ele se declarou culpado pela insurrei\u00e7\u00e3o, e havia pedido aos que foram presos com ele que se confessassem culpados esperando a merc\u00ea do rei. Ele foi sentenciado a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas peti\u00e7\u00f5es foram enviadas ao rei pedindo a absolvi\u00e7\u00e3o dele. Tr\u00eas de seus co-prisioneiros foram libertados, mas George I influenciado por Robert Walpole que confessou que lhe ofereceram 60 mil libras como suborno para salvar a vida de James, decidiu n\u00e3o libert\u00e1-lo. James Radclife, Lord Derwentwater morreu decapitado na torre Hill em 24 de fevereiro de 1716. Ele tinha vinte e sete anos de idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu irm\u00e3o mais novo, Charles, nascido no dia 5 de setembro de 1693 foi tamb\u00e9m declarado culpado e condenado a morte. Foi aprisionado em Newgate, parece que havia sido perdoado, mas surgiu a chance de fugir com outros 13 prisioneiros, e conseguiu alcan\u00e7ar o continente onde se uniu com a fam\u00edlia Stuart, atuando durante algum tempo como secret\u00e1rio do pr\u00edncipe Charles Edward.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1724 ele se casou com Charlotte, a vi\u00fava rica de Thomas Clifford. Antes e depois do casamento Charles fez viagens secretas para a Inglaterra, sem ser descoberto at\u00e9 novembro de 1745 quando foi capturado perto de Dogger Bank, a bordo de um navio franc\u00eas que levava muni\u00e7\u00f5es para Young Chevalier.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Levado para a torre foi condenado a morte. A frase \u201cSuas terras uma m\u00e3o forte prejudicar\u00e1\u201d se cumpriu. Os ju\u00edzes que n\u00e3o estavam preparados para perdoar a Charles. Charles Radcliff, o \u00faltimo da linha sucess\u00f3ria, foi decapitado como herdeiro em vez de uma pessoa comum em 8 de dezembro de 1746. Nesse dia, a maldi\u00e7\u00e3o, \u201cE o nome de sua ra\u00e7a para sempre desaparecer\u00e1!\u201d e a profecia de uma cigana se cumpriu. Ao ler a m\u00e3o do rapaz anos antes quando este tinha dezesseis anos, disse-lhe que via um machado ensang\u00fcentado com a l\u00e2mina na dire\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(E, como as maldi\u00e7\u00f5es da B\u00edblia, assim acontece at\u00e9 hoje! \u2013 NT).<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tradu\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o A. de Souza Filho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Extra\u00eddo de They Foresaw the Future, de Justine Glass<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota  do tradutor: Os que conhecem as Escrituras conhecem os casos de  maldi\u00e7\u00f5es na B\u00edblia que se cumpriram durante d\u00e9cadas e s\u00e9culos. \u00c9 \u00f3bvio  que o autor do livro n\u00e3o pesquisou os v\u00e1rios casos de maldi\u00e7\u00f5es na  B\u00edblia, como a proferida sobre a casa de Eli, de que todo macho  morreria, a maldi\u00e7\u00e3o sobre a casa de Davi etc. Traduzi este artigo para  que o leitor veja como um pesquisador n\u00e3o crist\u00e3o analisa e v\u00ea a quest\u00e3o  das maldi\u00e7\u00f5es. O livro foi editado em 1969.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quinze s\u00e9culos antes de Cristo, um dos maiores fil\u00f3sofos hindus disse: \u201cEnquanto os homens tiverem f\u00e9 nas b\u00ean\u00e7\u00e3os, certamente crer\u00e3o tamb\u00e9m em maldi\u00e7\u00f5es\u201d. 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