{"id":1147,"date":"2010-12-13T15:02:14","date_gmt":"2010-12-13T17:02:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pastorjoao.com.br\/123\/?p=1147"},"modified":"2010-12-13T15:02:14","modified_gmt":"2010-12-13T17:02:14","slug":"e-o-velho-se-fez-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pastorjoaodesouza.com.br\/123\/?p=1147","title":{"rendered":"E o velho se fez novo!"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO que foi \u00e9 o que h\u00e1 de ser; e o que se fez, isso se tornar\u00e1 a fazer; nada h\u00e1, pois, novo debaixo do sol. H\u00e1 alguma coisa de que se possa dizer: V\u00ea, isto \u00e9 novo? N\u00e3o! J\u00e1 foi nos s\u00e9culos que foram antes de n\u00f3s\u201d (Ec 1.9).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha neta de 14 anos me perguntou se eu tinha uma m\u00e1quina de escrever. L\u00e1 num canto sob o dep\u00f3sito da escada eu havia guardado minha velha <em>Remington Rand<\/em> com a qual produzi dois livros, e escrevi tantos artigos. Eu a abandonei logo que comprei meu primeiro computador, um velho Apple TK 500, com o qual trabalhava no DOS antes de surgirem os modelos 286 que hoje s\u00e3o pe\u00e7as de museu. Eu n\u00e3o guardei a m\u00e1quina de escrever; eu a abandonei por n\u00e3o me ser mais \u00fatil! Meu primeiro livro, <em>O Minist\u00e9rio de Louvor da Igreja <\/em>escrevi-o ali, e devo ter gastado umas quinhentas folhas de \u201cpapel of\u00edcio\u201d, porque a cada erro, retirava a folha e punha uma nova no rolo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual n\u00e3o foi minha surpresa minha neta se encantou com a m\u00e1quina de escrever. Nunca havia datilografado numa m\u00e1quina assim. Ela nasceu na era da inform\u00e1tica em que os computadores mostram tudo na tela e os teclados s\u00e3o silenciosos e macios. Ensinei-a a p\u00f4r o papel no rolo, a trocar a fita e a escrever. Eu mesmo tentei datilografar e j\u00e1 n\u00e3o tive a mesma habilidade que tivera anos atr\u00e1s. Sem a velha <em>Remington<\/em> escrever se tornou uma arte mais f\u00e1cil, r\u00e1pida, limpa e emocionante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha neta passou a tarde mexendo na velha m\u00e1quina e a levou consigo para a cidade onde reside. Fiquei sabendo que l\u00e1, reuniu suas amigas da mesma idade e passaram juntas uma tarde mexendo na velha m\u00e1quina de escrever. Fiquei surpreso porque n\u00e3o imaginava, nem me passava pela mente que a nova gera\u00e7\u00e3o desconhecia uma simples m\u00e1quina de escrever.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mais jovens um dia descobrir\u00e3o o valor das coisas antigas; dos hinos que cant\u00e1vamos trinta ou quarenta anos atr\u00e1s; das prega\u00e7\u00f5es b\u00edblicas e eloquentes, e do comprometimento de nossos pais com o Evangelho de Jesus Cristo. Assim como n\u00e3o valorizei mais minha m\u00e1quina de escrever porque a modernidade abriu novos meios de se escrever, da mesma forma, acredito, relegamos como trapos da hist\u00f3ria tantas coisas que nos foram \u00fateis no passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ah! Velha <em>Remington<\/em> cujas teclas apertei voraz e ardorosamente escrevendo livros; a modernidade afastou voc\u00ea para os por\u00f5es da hist\u00f3ria, mas jamais esquecerei que voc\u00ea fez parte da minha hist\u00f3ria e da minha vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prometo que vou guardar voc\u00ea, velha <em>Remington<\/em> com carinho!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi ent\u00e3o que perguntei \u00e0 minha neta, por que tanta empolga\u00e7\u00e3o com uma velha m\u00e1quina ultrapassada pelo tempo. Ela me disse: &#8211; Meu av\u00f4, os adolescentes de hoje vivem t\u00e3o sobrecarregados com as perspectivas e as demandas do futuro; vivem acossados por metas e conquistas quase imposs\u00edveis de serem alcan\u00e7adas, que muitos deles est\u00e3o em busca da simplicidade, passando a amar as coisas simples, sem fingimento, e uma m\u00e1quina de escrever, por ser t\u00e3o simples, revela o quanto nos envolvemos com o que \u00e9 novo, perdendo do passado as perspectivas das conquistas. Esta m\u00e1quina representa a simplicidade e a objetividade. Porque o computador nos remete para tantos campos que perdemos de vista o que t\u00ednhamos em mente escrever.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na velha m\u00e1quina o escritor dependia apenas de sua criatividade; no computador ele j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 criativo, porque acessa os sites e copia o que os outros escreveram. As pessoas que trabalhavam em m\u00e1quina de datilografar preocupavam-se em n\u00e3o errar; hoje erramos e nem nos preocupamos porque o programa do computador corrige tudo. A velha m\u00e1quina de escrever n\u00e3o dizia se a palavra era escrita com z ou com s; a pessoa que escrevia tinha de saber. Por isso vov\u00f4, uma m\u00e1quina de escrever \u00e9 sincera; o computador n\u00e3o, porque o computador copia enquanto a m\u00e1quina de datilografar criava a partir nada!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Valeu minha neta!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO que foi \u00e9 o que h\u00e1 de ser; e o que se fez, isso se tornar\u00e1 a fazer; nada h\u00e1, pois, novo debaixo do sol. 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