Venha o teu reino

A oração que Jesus ensinou:
Jesus nos ensinou a orar de maneira tão simples em Mateus 6.9-13. É uma oração completa e pode ser dividida assim:
1. Exaltando a santidade de Deus.
2. Exaltando e suplicando a chegada do governo de Deus.
3. Suplicando pelo alimento diário.
4. Suplicando para a solução dos relacionamentos interpessoais.
5. Suplicando para que Deus nos guarde dos perigos do Maligno.
6. Conclui: “Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre, amém!”.
Uma paródia atual: A igreja mudou a oração de Jesus e, parece que está orando assim:
Pai nosso que estás dentro de mim, interiorizado seja o teu nome, venha a nós a tua igreja, seja feita a nossa vontade tanto na terra como na igreja; os recursos financeiros nos dá hoje e perdoa as nossas faltas assim como tentamos perdoar a falta dos outros, e não nos deixes cair em tentação, pois tua é a igreja e tudo o que nela se contém. Amém.
Introdução:
Há uma grande confusão entre os cristãos a respeito do reino de Deus e a Igreja. As pessoas se perguntam se a igreja é o reino de Deus na terra, ou se devem esperar por um reino vindouro. Por ser um assunto difícil de ser entendido é que resolvi escrever este pequeno estudo. Comecemos pelas definições: A palavra “reino” vem do grego “basileia”, e o professor W.E.Vine define assim: “É primeiramente um nome abstrato que denota soberania, poder, domínio etc. (Ap 17.18)”. E está sempre ligada à presença de um soberano ou rei. Já a palavra “igreja” vem do grego “ekklesia” de ek, fora de, e klesis, um chamamento (vem de kaleo, chamar). De acordo com o W.E.Vine, era usada entre os gregos para falar de um corpo de cidadãos reunidos para considerar um assunto de Estado (Atos 19.39). Tem o sentido de “tirados para fora”, “congregados”. As assembléias, ou ajuntamentos, ou “igreja” eram reuniões que congregavam as pessoas em torno de uma proposta, ideias etc.
Orar o “Pai Nosso”, como Jesus ensinou implica em mudar três coisas: mudança de mentalidade; mudança no estilo de vida e mudança de conceito teológico.
I. Mudança de mentalidade.
Para se orar dizendo a Deus, “venha o teu reino”, é preciso ter mentalidade de reino. Portanto, é necessário uma mudança de mentalidade. O reino de Deus deve ocupar o primeiro lugar em nossas vidas. Temos que ter mentalidade de reino e não de democracia. No reino de Deus existe ordem e governo. Na democracia deveria existir ordem e governo, e quando tem governo, as próprias pessoas que o elegem são contra ele.
No reino de Deus o governo emana de Deus e flui para Deus, portanto, tudo é de Deus, nada é nosso!
Mudar a mentalidade de “igreja” para “reino”. Uma coisa é trabalhar para a igreja, outra bem diferente é trabalhar na igreja com vistas ao reino de Deus.
Para que a nossa mente fique ainda mais esclarecida e entendamos bem a diferença entre o reino e a igreja, consideremos alguns aspectos:
A) A igreja é a assembléia daqueles que pertencem a Jesus Cristo, que aceitaram o evangelho do reino mediante a fé.
B) Podemos afirmar que o reino toma a sua forma na igreja, isto é, a igreja toma a forma do reino!
C) A igreja é o órgão do reino… É ela que vive e anuncia a chegada do reino de Deus a terra!
D) Precisamos entender que a igreja não é o reino de Deus, mas tem toda a constituição do reino, sua revelação, o seu progresso e sabe quando será a vinda total do reino a terra. Isto é, ela possui de antemão todos os direitos jurídicos que estabelecerão o reino de Deus na terra.
E) Precisamos entender que a igreja existe dentro do reino, porém, o reino não é restrito às fronteiras da igreja! O reino transcende a própria história. Podemos dizer, portanto, que o reino invade a história e afasta a tirania dos povos pela ação da igreja. Onde ela entra, o reino começa a penetrar em sua forma mais visível! Por exemplo, antes de Israel existir como nação, o reino se expressava na terra de outras formas, na vida de Noé, dos patriarcas, de Melquisedeque, etc.
F) Não somos herdeiros da “igreja”, mas herdeiros do reino. Isto é o que a Escritura fala, pois jamais encontramos a expressão “herdeiros da igreja”, mas repetidas vezes vemos a expressão “herdeiros do reino”.
G) A Escritura fala em “receber o reino”, mas não em receber a igreja. O reino se recebe, a igreja não!
H) Lemos sobre os “presbíteros da igreja”, mas jamais sobre “presbíteros do reino”. E estas diferenças devem levar-nos a refletir sobre a função de ambos.
I) Temos que destacar que a palavra “basileia” traduzida como reino ocorre 162 vezes; e no plural ela aparece somente em Mateus 4.8, Lucas 4.5, Hebreus 11.33 e Apocalipse 11.15. Por outro lado a palavra “ekklesia” ocorre 115 vezes, sendo 36 no plural e 79 no singular. Todas traduzidas como “igreja” exceto em Atos 19.32, 39-40 onde aparece como “assembléia”. Só o fato de termos menções diferentes em contextos diferentes devem levar-nos a pensar na função diferente de reino e igreja.
J) Lemos na Escritura sobre os “filhos do reino”, mas, nada sobre “filhos da igreja”.
K) Temos que entender que as características da ambos são diferentes. A igreja possui características diferentes do reino e vice-versa.
l) Os nomes e as citações de “a igreja”, nunca são usados para o reino. Isto pode ser visto nos seguintes textos onde a igreja tem várias definições, como corpo, lavoura, mas nunca reino (Ef 1.23; 2.21; 4.4,16; 5.30; Cl 1.24; 1 Tm 3.15).
M) A igreja tem o privilégio de reinar com Cristo, no reino futuro. Temos que entender que o reino, em todos os seus aspectos tanto atuais como futuros, se concentra em Jesus. O fato dos escritores falarem de “reino dos céus” e “reino de Deus” não altera o conteúdo do assunto. Isto é o que vemos nas parábolas que Mateus apresenta como “reino dos céus” enquanto outros evangelistas as apresentam como “reino de Deus.
II. Mudança no estilo de vida.
Orar, “venha o teu reino” implica numa mudança de estilo de vida: Todas as coisas que adquiro têm de estar alinhadas com o reino de Deus. O curso universitário e a profissão que adquiro, a casa em que resido e o carro que uso precisam estar alinhados com o projeto do reino de Deus na terra. Senão, estarão alinhadas com o meu projeto isoladamente, e não com o do reino de Deus.
Até mesmo o estilo de vida da igreja, como a construção de casas, abrigos e templos precisam seguir as diretrizes do reino.
Qual o nosso procedimento?
A) Passamos a ver a igreja não com um fim em si mesma, mas agindo em função do reino de Deus! Com isso eliminamos aquela idéia localista, de que somos uma comunidade somente local, e leva-nos a uma integração com os irmãos na cidade e nos demais lugares. Onde há igreja, não vemos placa, cor, a denominação, mas vemos os irmãos agindo em função de Deus!
B) Passamos a ver e a respeitar a soberania de Deus em todas as coisas. Deus é soberano na história e foi esta soberania que nos alcançou. Ele cuidou de Israel e planejou nos incluir em seu propósito.
C) As organizações “a serviço da igreja” são, na realidade, a serviço do reino. As “para-eclesiásticas”, isto é, organizações a serviço da igreja, são na realidade, a serviço do reino, já que as pessoas que nelas trabalham são da igreja e agem em função do reino!
D) A igreja foi chamada para ser, aqui e agora o que Deus quer que a sociedade em peso seja. No projeto de Deus, há um povo que deve viver as demandas do reino, como se fosse o próprio reino estabelecido.
E) Nossa visão de reino nos ajuda a ter uma perspectiva cósmica da igreja; já não vemos somente o nosso “grupo”, mas, todos os “agentes” do reino na cidade. E isto adquire uma dimensão muito grande, pois nos vemos parte de um projeto de Deus que transcende a localidade, aos costumes, transcende as ênfases tanto de visão ou ação enlaçando-nos mutuamente no grande projeto de Deus que é o seu reino na terra!
F) Temos que entender que a igreja participará da entrega do reino de Deus, juntamente com Cristo (Sl 110.1; 1 Co 15.24; At 2.34,35; Ef 1.22). É aqui que ela entra como esposa do Cordeiro, pois, reinando com Cristo na terra, ela participará de forma grandiosa da entrega do reino ao Pai! Ela se torna igreja gloriosa, quando entende que não é igreja para si mesma, mas igreja em função de um projeto de Deus que é o reino Dele na terra! Aleluia!
III. Mudança de conceito teológico.
Ao orar “venha o teu reino” entendemos que o reino de Deus será estabelecido na terra, alinhado com as leis do céu: “assim como no céu”. A mudança de conceito teológico faz que os teólogos sejam mais sinceros com as verdades bíblicas, mais pragmáticos no ensino e mais diretos ao explicar o projeto de Deus, ainda que firam os conceitos da igreja institucionalizada.
A) Confusões teológicas que precisam ser esclarecidas sobre o reino.
A primeira confusão teológica procede da igreja Católica que enfatiza que a igreja por si só é o reino de Deus materializado na terra. Ela acredita que a igreja é o reino. Daí entende-se o esforço que a igreja Católica faz para ocupar todos os segmentos da sociedade. O Vaticano tornou-se Estado independente, domina o mercado financeiro, influencia politicamente as decisões dos países, e é o Estado que tem mais propriedades em todo o mundo, porque crê que a igreja é o reino na terra.
A segunda confusão teológica veio, consequentemente, com os reformadores. Esses, em contrapartida, puseram sua ênfase no sentido espiritual e invisível do reino interpretando Lucas 17.20: “O reino de Deus não vem com aparência exterior”. A reforma levou o entendimento de reino e igreja para outro extremo. Para a reforma, o reino é meramente espiritual!
Depois, em terceiro, veio o movimento pietista que colocou o reino num sentido muito individual, como a paz no coração do homem etc. O reino, então, adquiriu um sentido muito restrito, pequeno, ínfimo e individualizado.
Em quarto aparece o liberalismo teológico que, (especialmente sob a influência de Kant), deu uma conotação puramente moralista, dizendo que o reino é paz, amor, justiça e tranquilidade. Assim, onde há paz e amor, onde a justiça é praticada e houver tranquilidade, aí estará o reino.
Em quinto, temos, num outro extremo, aqueles que trazem o evangelho social e creem que através dele que o reino chegará a terra. Isto veio especialmente por parte dos norte-americanos e, em parte da teologia da libertação.
Temos que crer, e entender que, fundamentalmente o reino está presente na terra, trazendo salvação e a presença de Deus na história.
É interessante, observar a parábola que Jesus contou aos discípulos, já que eles pensavam estar perto o reino de Deus. Diz o texto que “Jesus propôs uma parábola, visto estar perto de Jerusalém e lhes parecer que o reino de Deus havia de manifestar-se imediatamente” (Lc 19.11). Observe que a razão de Jesus proferir a parábola era porque eles entendiam que o reino estava para chegar imediatamente! E contou a história do homem nobre que partiu para uma terra distante e chamou seus servos…
A igreja é, portanto, a agência do reino e a ela cumpre o dever de trazer todas as coisas sob domínio e senhorio de Jesus Cristo. Não é o evangelismo nem a ação social divorciados entre si que trarão o reino. A igreja está proclamando que o reino virá, ao mesmo tempo em que vive o reino de Deus na terra!
A generosidade do povo de Deus:
A diferença entre o reino de Deus e o de Satanás

O reino de Deus e o de Satanás são opostos entre si. O reino de Satanás é um reino de individualismo, de mesquinhez e de ódio. Haja vista as obras da carne, conforme a lista de Romanos 1.30,31: “… caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia”. No reino de Satanás os súditos têm essas características. Imagine viver num reino onde a calúnia, a traição (perfídia) e a falta de misericórdia fazem parte do dia-a-dia das pessoas.
E mais: Gálatas 5.19-21 nota-se que no reino de Satanás impera a “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a esta”. Nem a pior das sociedades antigas ou das cidades apresentadas nos filmes de faroeste americano, ou a sociedade mais animalesca têm características iguais a estas. E é nesse reino de Satanás que a sociedade como um todo está inserida.
O reino de Deus é de amor, generosidade, cuidado e tolerância.
Para entender alguns princípios do reino de Deus torna-se necessário examinar as leis que Deus deu ao povo de Israel no Antigo Testamento, cujo objetivo era o de ensinar a nação de Israel a ser amorosa, bondosa para com os órfãos, com as viúvas, com os pobres e com os estrangeiros. O que não significa que um súdito do reino de Deus seja pobre e miserável por ter que dividir com seu irmão os seus bens. O melhor amigo de Deus, Abraão, era um homem muito rico (Gn 13.1).
I. Por natureza, Deus é dadivoso e benevolente.
Deus não faz acepção de pessoas. Jesus deixou isso bem claro, quando exortou seus seguidores que o Pai celeste “faz com que o sol brilhe sobre os bons e sobre os maus e dá chuvas tanto para os que fazem o bem como para os que fazem o mal. Se vocês amam somente aqueles que os amam, por que esperam que Deus lhes dê alguma recompensa? Até os cobradores de impostos amam as pessoas que os amam! Se vocês falam somente com os seus amigos, o que é que estão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso!” (Mt 4.43-47 – NTLH).
A questão é: Se amamos apenas os que nos amam, não teremos recompensa alguma de Deus. Qualquer pessoa ama os que lhe são chegados. Mas, no reino de Deus o amor é incondicional e devemos amar os que nos odeiam! Esse é o nível da perfeição de Deus.
A benevolência e generosidade de Deus foram mencionadas por Paulo.
“Mas Deus sempre mostra quem ele é por meio das coisas boas que faz: é ele quem manda as chuvas do céu e as colheitas no tempo certo; é ele quem dá também alimento para vocês e enche o coração de vocês de alegria” (At 14.17).
“Os judeus usavam a expressão “chave das chuvas”, admitindo ser uma das chaves que Deus possui e que ele não entrega a ninguém. É a bênção de Deus à humanidade que Deus distribui para justos e injustos, e concede também aos gentios que vivem em sua ignorância. A expressão estações frutíferas se refere à primavera, verão (tempo da messe) e outono quando frutos diferentes aparecem. Enchendo nossos corações de alegria” (comentário sobre o texto, de John Gill na Bíblia On Line).
A) Para que não se orgulhassem, Deus deu ao povo de Israel leis que os levavam a ser generosos.
1. Ensinou-os a dar dízimos e ofertas (Dt 12.6; 14.22-26).
2. Deus os ensinou a deixar parte do que colhiam para os mais pobres da terra. Caso esquecessem um molhe de cereais no campo, não podiam voltar para buscá-lo. Era deixado para os estrangeiro, o órfão e para a viúva. Esta era a condição imposta por Deus para que o Senhor voltasse a abençoá-los (Dt 24.19).
3. Deus colocou regras para a colheita das árvores e plantas frutíferas (Dt 24.19-22).
4. Deveriam amparar seus irmãos que empobrecessem (Dt 15.7-8).
5. Tinham que ajudar o irmão pobre, nem que fosse no sexto ano e faltasse menos de num ano para que toda a dívida fosse perdoada (Dt 15.9-10).
6. Deus os lembrava que deviam se lembrar dos forasteiros e peregrinos “Não esqueçam que vocês foram escravos no Egito” (Dt 16.12; 24.18).
7. Não podiam cobrar juros: “A teu irmão não emprestarás com juros, seja dinheiro, seja comida ou qualquer coisa que é costume se emprestar com juros” (Dt 23.19; Lv 25.35-38).
8. Deus estabeleceu que a cada sete anos fosse o “ano da remissão”. Veja os textos de Levitico Lv 25.2-6. No ano do descanso a terra não podia ser arada nem os frutos colhidos. A terra deveria descansar. Os animais eram soltos nos campos. Eles podiam comer do que espontaneamente nascesse, mas não podiam negociar os frutos colhidos daquele ano. No sexto ano Deus lhes permitia colher três vezes mais para comer nos dois anos seguintes: “Mas alguém é capaz de perguntar como é que haverá comida durante o sétimo ano, quando ninguém vai semear nem fazer a colheita. A resposta é que Deus abençoará a terra, e no sexto ano ela produzirá colheitas que serão suficientes para três anos. Quando vocês semearem os seus campos no oitavo ano, estarão comendo daquilo que colheram no sexto ano, e haverá bastante para comerem até a colheita do nono ano” (Lv 25.20-22).
9. As dívidas dos irmãos judeus eram perdoadas (Dt 15.2).
10. Os escravos eram alforriados (Dt 15.12).
11. No ano da remissão, todo hebreu que tivesse empobrecido e se tornado escravo era alforriado. Seu irmão-senhor deveria indenizá-lo pelos anos que trabalhou (Dt 15.12-14).
12. A lei da alforria a qualquer judeu que fosse escravizado. Se um hebreu se tornasse escravo de um não-judeu poderia ser resgatado por um de seus irmãos. O preço do resgate era estipulado pelos anos que faltassem para o jubileu que era a cada cinquenta anos (Lv 25.47-53). Caso não fosse resgatado por um de seus irmãos, no sétimo era automaticamente alforriado.
13. O que acontecia a cada cinquenta anos:
a) A cada cinqüenta anos ocorria o jubileu da terra (Lv 25.8-10).
b) Deus é o dono da terra (Lv 25.23), e no quinquagésimo ano a terra voltava ao antigo dono, geralmente para o líder da tribo (Lv 25.10-13; 27.24). “No Ano da Libertação todas as terras que tiverem sido vendidas voltarão a pertencer ao primeiro dono” (Lv 25.10-13).
c) A terra poderia novamente ser arrendada para outros, e o preço do arrendamento era o número de safras. Todas essas leis regiam a nação de Israel. A terra não podia ser vendida perpetuamente, porque pertencia a Deus.
B) Existem muitos textos que abordam a ajuda aos pobres e necessitados.
Examine estes:
“Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o Senhor o livra no dia do mal. O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à discrição dos seus inimigos. O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama” (Sl 41.1-3).
“Levanta-te, Senhor! Ó Deus, ergue a mão! Não te esqueças dos pobres… Tu, porém, o tens visto, porque atentas aos trabalhos e à dor, para que os possas tomar em tuas mãos. A ti se entrega o desamparado; tu tens sido o defensor do órfão” (Sl 10.12,14).
“Tens ouvido, Senhor, o desejo dos humildes; tu lhes fortalecerás o coração e lhes acudirás, para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror” (Sl 10.18).
1. Que o Senhor ouve o clamor do pobre e do oprimido é destaque em toda a Bíblia.
Acredita-se que os irmãos da igreja de Atos levaram a sério os acontecimentos do dia de Pentecoste, porque acontecera no ano do jubileu da terra, redistribuindo as terras e remindo os escravos em Jerusalém. A generosidade dá oportunidade de abrir o coração a Deus para que ele dê mais ainda. O povo precisa descobrir que a generosidade traz a presença de Deus aos lares.
C) O cuidado de Deus com os pobres
O cuidado de Deus com o pobre, órfãos, viúvas e injustiçados é visto em toda a Bíblia. Deus tem especial predileção pelos pobres e desamparados. Qualquer sistema de governo seja de direita, de centro ou de esquerda que se preocupe com os pobres e com os injustiçados parece receber o aval de Deus ao longo da história.
O Salmista afirma que Deus “se põe à direita do pobre, para o livrar dos que lhe julgam a alma” (Sl 109.31).
Nenhuma viúva ou órfão podia ser afligidos ou mal-tratados pelo povo de Israel (Ex 22.22), porque ele é o Deus “que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes” (Dt 10.18). Ou como afirma noutra parte: “… tu és o nosso Deus; por ti o órfão alcançará misericórdia” (Os 14.3).
Sob maldição ficavam os que pervertiam ou torciam o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva (Dt 27.19). Isso ainda vale para os nossos dias, senhores que fazem a política do Brasil. Um país que acolhe estrangeiros fugindo de sistemas políticos opressores ou em busca de melhoria de vida terá, sempre, os olhos de Deus sobre ele.
Jó confirma a palavra de Deus e afirma que “… assim, fizeram que o clamor do pobre subisse até Deus, e este ouviu o lamento dos aflitos” (Jó 34.28). Porque o próprio Deus declara que se apressará em julgar os que “defraudam o salário do diarista, e oprimem a viúva e o órfão, e torcem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.5).
Deus afirma que voltaria a abençoar o povo se este parasse de oprimir o estrangeiro, o órfão e a viúva: “Os teus príncipes são rebeldes e companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno e corre atrás de recompensas. Não defendem o direito do órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas” (Is 1.23).
“Mas, se deveras emendardes os vossos caminhos e as vossas obras, se deveras praticardes a justiça, cada um com o seu próximo; se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal, eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre” (Jr 7.6).
“Assim diz o Senhor: Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar” (Jr 22.3).
Deus associa o cuidado dos marginalizados da sociedade e pobres ao direito do povo continuar residindo na terra de Israel.
Assim, a ordem era: “não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu próximo” (Zc 7.10). Ana, mãe de Samuel interpretou corretamente o pensamento do coração de Deus quando afirmou que ele “Levanta o pobre do pó e, desde o monturo, exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do SENHOR são as colunas da terra, e assentou sobre elas o mundo” (1 Sm 2.8).
Quando a viúva do profeta falou a Eliseu que o marido morrera, e que os credores apareceram à porta para levar seus filhos como escravos, pelas dívidas deixadas pelo marido, Deus ouviu o clamor daquela viúva e multiplicou o azeite da botija, de tal sorte que ela vendeu o azeite, pagou as dívidas e ainda conseguiu recursos para sustentar a família (2 Rs 4.1-7).
Talvez esteja aí a razão do sucesso de Agar. Depois de ser mandada embora de casa com seu filho, apenas com um pouco de água e pão, Agar se desesperou no deserto ao vir seu filho clamar a Deus. “Deus, porém, ouviu a voz do menino” e Agar viu um poço de água. Com ela saciou a sede do rapaz. Pelo visto, Agar passou a viver junto daquele poço, porque “Deus estava com o rapaz, que cresceu, habitou no deserto e se tornou flecheiro” (Gn 21.17-21). Tenho plena certeza que Agar passou a vender a água de seu poço aos caravaneiros que vinham do Egito. Ali viveu com seu filho; ali o casou e ali criou seus doze netos, filhos de Ismael.
Sodoma foi destruída por não socorrer os pobres e necessitados.
Havia prostituição sexual em Sodoma, mas a destruição da cidade se deveu a um agravo maior: O desprezo aos pobres. “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado” (Ez 16.49). Quer dizer: Deus condenou Sodoma porque era próspera, tinha abundância de tudo, mas os pobres da cidade viviam desamparados. Certamente injustiçados. Quando as leis de uma nação não protegem os pobres, e quando seus líderes usam o povo como massa de manobra para proveitos pessoais, Deus coloca essa cidade, Estado ou país sob condenação.
À luz desses episódios e textos do Antigo Testamento é possível conhecer o coração de Deus em relação aos pobres e necessitados. Se é assim, por que a igreja vem se omitindo no cuidado aos injustiçados, aos pobres e desamparados pela sociedade?
II. O ensino de Jesus e dos apóstolos no Novo Testamento.
Jesus se preocupava com os pobres. Os apóstolos lembraram a Paulo, o apóstolo dos gentios do que Jesus dissera. Paulo cita esta orientação em sua carta aos gálatas: “… Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer” (Gl 2.10).
Jesus fala dos que são perseguidos por amarem a justiça, dizendo que eles são bem-aventurados e que deles é o reino dos céus (Mt 5.10). O testemunho de seus discípulos a respeito de Jesus indica que ele se esforçou em ajudar os necessitados, porque, sendo ungido pelo Espírito Santo, “andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (At 10.38). Jesus trabalhava com o que havia em suas mãos: Curava os enfermos e libertava as pessoas oprimidas pelo diabo. Essa opressão de que a Bíblia fala tem dois lados: Opressão espiritual e social. Os pobres da época de Jesus eram oprimidos socialmente pelo regime religioso dos hebreus, e pelo regime militar imposto por Roma.
Precisavam pagar impostos aos romanos de toda sua produção, fossem grãos ou azeitonas. Sempre havia um publicano por perto, cobrador de impostos a serviço dos romanos que à porta da cidade recolhia os impostos!
O reino de Deus possui características diferentes do reino de Satanás. No reino de Deus deve imperar a justiça social, a distribuição de renda, o direito a terra e ao plantio, e o cuidado com os mais necessitados e abandonados pelo poder público.
A) Paulo, a fé e as boas obras.

É preciso entender as duas declarações de Paulo, de que ninguém é salvo pelas “obras da lei” e de que fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras.
Paulo fala na carta aos efésios:
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.8-10).
Paulo está afirmando que a salvação vem pela fé e pela graça de Deus, mas que fomos criados em Cristo Jesus para a prática das boas obras. O texto que mencionei acima continua da seguinte maneira:
“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tito 2.11-15).
Isso quer dizer que a salvação implica também na prática das boas obras. Paulo, por certo está insinuando que a salvação é pela graça, mas o objetivo dessa graça é levar as pessoas nascidas de novo a exercerem seu papel na sociedade cuidando dos pobres e necessitados. A graça de Deus tem como objetivo nos educar para viver de maneira “sensata, justa e piedosamente”.
Fomos purificados de nossos pecados, porque Deus quer uma nação, um povo “exclusivamente seu, zeloso e de boas obras” (Tito 2.14).
Aqueles que pensam que boas obras é coisa da lei – e quando Paulo fala em obras da lei não está se referindo a obras de justiça social, e sim dos sacrifícios e ofertas para purificação dos pecados – precisam rever seu ponto-de-vista. Salvação pela fé e pela graça, e as boas obras a favor dos necessitados andam de mãos dadas.
Obviamente que as boas obras não nos salvam – quer sejam as boas obras a favor dos necessitados ou obras da lei – como condição para a salvação, mas as boas obras contarão como nosso galardão no céu.
Se as boas obras antes da salvação não tivessem efeito algum, como explicar o fato de que Cornélio foi ouvido por Deus devido as suas orações, jejuns e boas obras? Antes de conhecer a salvação pela graça em Cristo Jesus, Cornélio é mencionado como homem “piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus”. E que lhe disse o anjo? “As tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus” (At 10.1-4). Pois bem, que expliquem os teólogos como as boas obras de Cornélio eram anotadas no céu antes de ser salvo por Jesus Cristo!
B) Acumulando para a eternidade.
1. Contribuir financeiramente, conforme Paulo, acumulamos tesouro nos céus.
“Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida” (1 Tm 6.17-19).
O comentarista John Gill diz a respeito:
“Acumular tesouros nos céus, que durem eternamente. O que se acumula aqui fica para os outros, para os parentes e até para os estranhos, e não se sabe para quem; o que se acumula nos céus é para si mesmo. Dizem que o rei Mumbaz distribuiu as riquezas do seu pai para os pobres, quando vieram seus amigos e reclamaram. Ele lhes respondeu: “Meu pai entesourou aqui embaixo; eu entesourei lá em cima; o tesouro de meu pai ficou para os outros; eu acumulei lá em cima pra mim mesmo; meu pai acumulou para este mundo; eu acumulei tesouro para o mundo vindouro” (John Gill, na Bíblia on Line).
São do reverendo Dr. Charles L. Heuser as palavras: “Ao morrer, você não leva consigo o dinheiro que economizou durante a vida, mas leva o dinheiro que doou. Você não leva a comida que estocou, mas leva a que dividiu com os outros. O que deu para ajudar os outros, você leva. O que você manteve consigo fica para trás”.
John Wesley em seu comentário do Novo Testamento afirma que esses textos são uma espécie de post script. Ele afirma que as pessoas ficam ricas se o mundo lhes permitir. E diz: “Não pensem que vocês são o tal, porque têm muito dinheiro. Não confiem nas riquezas, mas em Deus. As boas obras ficam como memorial diante de Deus!” (WESLEY, John, Explanatory Notes upon the New Testament, London, the Epworth Press, 1754, p 786).
Devemos incentivar e exortar os irmãos na prática das boas obras. É isto que diz o autor de Hebreus: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hb 10.24). E é esse me objetivo: Estimulando os meus irmãos em Cristo a que amem mais e pratiquem boas obras, porque estas são o grande antídoto ao veneno do mundo.
C) Os apóstolos e a igreja praticavam as boas obras.
Os apóstolos também se empenhavam na prática das boas obras. Eles não apenas ensinavam, mas praticavam boas obras. O verdadeiro apóstolo, além de operar milagres, de zelar pela doutrina apostólica e de fundar novas igrejas deve se desprender financeiramente e lutar pela causa dos pobres e necessitados. Isto implica em confrontar os políticos, os partidos, e em desafiar as autoridades governamentais. Mas, não se vê apóstolos hoje desafiando os líderes políticos a cuidarem mais dos pobres e dos aposentados idosos. Ao contrário, os apóstolos de hoje têm aviões particulares e nem ligam para a comunidade pobre.
No Novo Testamento, dois apóstolos, Paulo e Barnabé subiram de Antioquia para Jerusalém carregando fardos de alimentos – certamente em lombos de mulas – para socorrer os cristãos pobres da Judéia (At 11.29-30). Dois apóstolos com fardos sobre mulas ou em carroças puxadas por burros.
Sei o que é carregar fardos pesados às costas, porque várias vezes carreguei sacolas com Bíblias que pesavam trinta quilos cada, pelas ruas Praga e de outras cidades da Europa Oriental para socorrer os irmãos que viviam sob o regime comunista. Mas, era compensador ver a alegria dos pastores que nos recebiam às ocultas altas horas da noite, quando chegávamos com a mercadoria. Não podíamos encostar o automóvel na frente da casa deles, e quando o fazíamos deixávamos o carro escondido em alguma garagem.
Onde estão os profetas e apóstolos que se levantam em defesa dos pobres e dos necessitados? Estão dormindo em camas confortáveis, dirigindo carros de luxo e hospedando-se em finíssimos hotéis, às vezes, à custa desses pobres que tanto precisam ser ajudados. O conforto é bom e faz bem, mas não se deve esquecer, jamais dos pobres e necessitados.
Até as viúvas que recebiam da igreja deveriam ter exemplo de boas obras (1 Tm 5.9-10). “Seja recomendada pelo testemunho de boas obras”.
1. Deus nos deu habilidades manuais. Coisas que podemos fazer com as mãos.
2. Esses ricos deveriam ser ricos em boas obras (v 18).
3. O que seria estar preparado para “toda a boa obra”? (2 Tm 2.21 e 3.17; Tt 3.1). Paulo explica mais adiante: “Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens” (Tt 3.8). O destaque deve ser ao da prática das boas obras (Tt 3.14).
Quem não pratica as boas obras é infrutífero! Os judeus dizem que quem não ensina um negócio ao filho, faz dele um ladrão.
Veja o comentário de John Gill sobre Tito 3.14: “Quanto aos nossos, que aprendam também a distinguir-se nas boas obras”.
“Não somente através do comércio honesto e legal, como alguns dizem ser o sentido dessa frase, de que um negócio é um trabalho, uma obra. E um trabalho honesto ou um emprego honesto é uma boa obra. Todos devem procurar ser honestos. Os judeus dizem que quem não ensina um filho a negociar, é como se o ensinasse a roubar. Por isso, os mestres eram acostumados a fazer negócios (Mc 6.3). Assim era Paulo – mesmo educado aos pés de Gamaliel – aprendeu uma profissão para suprir suas necessidades, e assistindo aos demais que estavam com necessidades. Podem com isto ajudar na pregação do evangelho, nos interesses de Cristo, ajudar os vizinhos, as igrejas e famílias”.
“Existem quatro coisas que um homem deveria prestar atenção com todas as suas forças: A lei, boas obras, oração e negócios. Se é um mercador, que negocie; se um negociante, que negocie; se um guerreiro, que guerreie”.
Cristo ressuscitou a Dorcas e ela voltou a fazer as túnicas para os pobres (Atos 9.36-39). Por isso, o autor aos hebreus diz: Hebreus 13.20,21: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre” (Hb 13.20-21).
Uma das razões de Deus dar dons aos membros do corpo de Cristo é o de acabar com o individualismo e trazer o coletivismo. Isto faz que o reino de Deus contraste fortemente com o reino de Satanás.
Conclusão: A cultura do reino
A igreja não é o reino, mas deve espelhar e espalhar a cultura do reino de Deus. Que cultura é esta? E como pode ser vista?
Analise os seguintes pontos:
1. A cultura do reino tem princípios ou ensinamentos dos quais a igreja não pode abrir mão. Uma síntese da cultura do reino é fornecida por Jesus no Sermão do Monte (Mateus 5, 6,7). Outro aspecto da cultura do reino são as leis de muitos países ocidentais que se baseiam nos dez mandamentos de Êxodo 20, e leis civis que têm suas raízes nas leis dadas por Deus a Moisés. Ou abrem a Constituição com a frase “em nome de Deus”.
2. A música serve de bom instrumento para espalhar a cultura do reino para a sociedade. Os cânticos, muitas vezes saem das fronteiras da igreja e influencia a mentalidade do mundo. Muitas óperas, árias e peças musicais foram escritas por cristãos espalhando a cultura do reino. João Sebastian Bach, viveu para a igreja, e era membro da igreja Luterana e suas obras não ficaram restritas á igreja, porque fazem parte do reino.
O Messias de Handel tem uma letra que enaltece e engrandece a pessoa de Jesus Cristo, e influenciou a tal ponto a sociedade que o coro “aleluia!” é usado em comerciais mundanos e apelos gerais. Muitos cristãos nunca ouviram e leram simultaneamente toda a música de Handel.
Os spirituals, ou cânticos dos negros americanos são entoados ao mesmo tempo nas igrejas, shows de calouros, bares, casas noturnas e em restaurantes, porque atravessaram as fronteiras da igreja e espalharam o reino de Deus.
3. Pela arte. Quando se visitam as grandes catedrais da Europa, as estátuas em tamanhos normais mostram a cultura do reino; Um Davi, de Michelângelo, as pinturas de Rafael, as poesias de escritores famosos como João Milton, Castro Alves, os escritos de Monteiro Lobato, as obras de Rui Barbosa, são explosões da cultura do reino que invadem a sociedade.
4. Os grandes corais e orquestras também são explosões da cultura do reino que a igreja espalhou pela terra.
E poderia se falar em livros, como a série Nárnia, de C. S. Lewis; O Senhor dos Anéis de John Ronald Reuel Tolkien; a Divina Comédia, de Dante e sua descrição do mundo dos mortos e do inferno; João Milton e o Paraíso Perdido; Mobby Dick, de Hermann Melville, filmes, como Deus não Está Morto, Cor Púrpura, para citar alguns, peças de teatro etc. em que a cultura do reino transcende a vida da igreja e alcança toda a sociedade. Até os quadrinhos dos Peanuts com Snoop e Charlie Brown têm verdades do reino nos textos.
Finalmente, a igreja espalha a cultura do reino pelo estilo de vida de seus membros, pela honestidade, amor, boas obras e relacionamentos interpessoais.
É a igreja espalhando a cultura do reino de Deus a todos os segmentos da sociedade.

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